Autores

Este é um zine eletrônico em que publicamos tudo o que gostamos, com alguma curadoria. Com edição de Roberta AR e coedição de André Luiz Rafaini Lopes. Colaboradores Adriano de Almeida André Francioli André Gonzales Antonio Netto Antonio Souza Biu Bruno Azevêdo Caio Gomez Casa Locomotiva Carla Lisboa Carlos Dowling Chapamamba Cicinho Filisteu Clara do Prado Cláudo Parentela DigóesX … Continue lendo Autores

Quinze anos de Facada X

por Roberta AR Criado como um espaço livre para publicar, por mim e pelo André, o Facada sempre esteve aberto aos nossos amigos e a pessoas que se aproximaram para trocas interessantes. Começamos um ano depois do lançamento do orkut, que ainda era fechado apenas para convidados,  então muito do que foi postado no início … Continue lendo Quinze anos de Facada X

Tripalium

por Adriano de Almeida* o correto talvez fosse chamar isso aqui de trabalho não consigo isso é osso se eu dissesse “é mais um trabalho como outro qualquer” seria covardia ou coragem? valentia ou medo da última morte? “qualquer outro por que não?” assume o mesmo risco do pescador joga o anzol pesca o aranzel do … Continue lendo Tripalium

O mundo de Lísias: estranho, familiar

por Adriano de Almeida* O mundo de Ricardo Lísias é um continuum entre Rio, São Paulo e as grandes capitais contemporâneas. É um lugar péssimo, onde reina a estupidez mais medonha, e onde os estetas, senhores do bem e do mal, regozijam-se em converter em alegria a realidade insolitamente desumana. narrativa contemporânea O insolitamente desumano, … Continue lendo O mundo de Lísias: estranho, familiar

25 de janeiro

por Adriano de Almeida* São Paulo é destino e ofício – vale o custo-benefício? São Paulo é sina portuguesa italiana japonesa boliviana nordestina São Paulo é preta é ziquizira é rebu que não escolhe lira é Mário de Andrade Ugo Giorgetti João Antônio Adoniran Mano Brown é Piva! São Paulo é índia é corrupio curupira … Continue lendo 25 de janeiro

Entulhos

por Adriano de Almeida* Bicoradas de pombos e corvos. Essa cidade é um pesadelo. Seu Mário agitou-se a noite toda. Meteu-se com uma vara no viveiro dos bichos, em voz de cantilena os almadiçoou e os benzeu. Ouvi ele dizendo “Agradecido, meu filho, agradecido”. Duas da tarde e ainda de pijama. A montanha de papel … Continue lendo Entulhos

Navio fantasma

Por Adriano de Almeida* Fechando a porta, ouço o violão que ressoa no quintal. Meu avô pigarreia o fim da vida. Eu quase não respiro, me concentrando em reprimir o asco. Como envolvido em plástico, protegido, passo pudicamente a palma pelos móveis, não me expando. Evito gorduras e nódoas. Há ratos no quintal, eu bem … Continue lendo Navio fantasma

Parada

por Adriano de Almeida* Umas duas vezes por dia eu penso: escreve, volta a escrever. Então manda pra ela. A sua amiga. Aquela. De Brasília. Ela com certeza vai sacar a santa impaciência, opaca, obtusa, compulsiva. Talvez ela quisesse o mínimo, um mímico murmúrio, pedra pontuda pontuada de verdade. Um fotograma: a cidade, ela queria, … Continue lendo Parada