Quinze anos de Facada X

por Roberta AR Criado como um espaço livre para publicar, por mim e pelo André, o Facada sempre esteve aberto aos nossos amigos e a pessoas que se aproximaram para trocas interessantes. Começamos um ano depois do lançamento do orkut, que ainda era fechado apenas para convidados,  então muito do que foi postado no início … Continue lendo Quinze anos de Facada X

Tripalium

por Adriano de Almeida* o correto talvez fosse chamar isso aqui de trabalho não consigo isso é osso se eu dissesse “é mais um trabalho como outro qualquer” seria covardia ou coragem? valentia ou medo da última morte? “qualquer outro por que não?” assume o mesmo risco do pescador joga o anzol pesca o aranzel do … Continue lendo Tripalium

O mundo de Lísias: estranho, familiar

por Adriano de Almeida* O mundo de Ricardo Lísias é um continuum entre Rio, São Paulo e as grandes capitais contemporâneas. É um lugar péssimo, onde reina a estupidez mais medonha, e onde os estetas, senhores do bem e do mal, regozijam-se em converter em alegria a realidade insolitamente desumana. narrativa contemporânea O insolitamente desumano, … Continue lendo O mundo de Lísias: estranho, familiar

25 de janeiro

por Adriano de Almeida* São Paulo é destino e ofício – vale o custo-benefício? São Paulo é sina portuguesa italiana japonesa boliviana nordestina São Paulo é preta é ziquizira é rebu que não escolhe lira é Mário de Andrade Ugo Giorgetti João Antônio Adoniran Mano Brown é Piva! São Paulo é índia é corrupio curupira … Continue lendo 25 de janeiro

Entulhos

por Adriano de Almeida* Bicoradas de pombos e corvos. Essa cidade é um pesadelo. Seu Mário agitou-se a noite toda. Meteu-se com uma vara no viveiro dos bichos, em voz de cantilena os almadiçoou e os benzeu. Ouvi ele dizendo “Agradecido, meu filho, agradecido”. Duas da tarde e ainda de pijama. A montanha de papel … Continue lendo Entulhos

Navio fantasma

Por Adriano de Almeida* Fechando a porta, ouço o violão que ressoa no quintal. Meu avô pigarreia o fim da vida. Eu quase não respiro, me concentrando em reprimir o asco. Como envolvido em plástico, protegido, passo pudicamente a palma pelos móveis, não me expando. Evito gorduras e nódoas. Há ratos no quintal, eu bem … Continue lendo Navio fantasma

Parada

por Adriano de Almeida* Umas duas vezes por dia eu penso: escreve, volta a escrever. Então manda pra ela. A sua amiga. Aquela. De Brasília. Ela com certeza vai sacar a santa impaciência, opaca, obtusa, compulsiva. Talvez ela quisesse o mínimo, um mímico murmúrio, pedra pontuda pontuada de verdade. Um fotograma: a cidade, ela queria, … Continue lendo Parada