Eu Acho, É Uma Coisa…

por Tiago Penna*

Eu acho que o amor é uma coisa que não pára.
Está em constante movimento, como uma onda eletromagnética em um feixe de luz.
E o tempo parece não existir, ou estar parado, para esse facho de luz.
Se houve um amor entre duas pessoas, então este amor continuará a fluir.
Se alguém ama uma pessoa, ele a ama à sua maneira, como um feixe de luz em certa freqüência e amplitude, com uma certa cor.
É bom amar uma pessoa, que saberá que é amada, e amará a pessoa que a ama, à maneira dela, em sua cor própria.
Duas cores podem ser parecidas.
Ou podem ser distintas e compor uma terceira cor devido à justaposição de ambas.
É importante salientar que cada feixe de luz é sua própria cor, que poderá ser refletida ou absorvida em suas interações com o resto do Mundo.
Mesmo uma pessoa que não é conhecida pode ser amada; então neste caso ela será amada sob determinada maneira, pela outra pessoa, que a ama a seu modo.
Uma pessoa pode ser conhecida, e o será de um tipo especificado.
E há algo que é como haver essa interação, ou ser essa própria interação,
entre feixes de luz que interagem entre si, e são como freqüências próprias.
Em algo que parece estar parado.
Ele é dinâmico. Mas o tempo está parado, relativamente a cada feixe de luz.
É como se ele não existisse. Mas ele está ali, imóvel. Portanto imutável.
O Amor é imutável.
Mas ele é dinâmico, e portanto está em movimento.
Ele é Sua Própria Dinâmica. Seu próprio processo, Sua própria interação.
Ele é como algo, que Seja como Si Próprio. Algo que seja por si próprio.
Algo como Sua cor. Sua Própria cor. Algo como ser sua cor.
Algo como algo é algo. Por si só. Ser algo por si só. Subsistir.
Algo como você ser igual a você mesmo. Algo como eu ser eu.
E cada um de nós é como uma cor. Nós somos como feixes de luz.
Nós somos como nossas próprias cores. Cada um de nós.
Cada freqüência dinâmica, em algo que parece estar parado ou
inexistente relativamente a nós; o tempo em relação aos feixes de luz.
Que têm algo, como uma freqüência, que é dinâmica.
E parece ser Eterna.
O Amor é eterno.

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* Tiago Penna é candango, professor de filosofia, videasta, roteirista, produtor e mais outras coisas em audiovisual.

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