Canções de Chiquinha Gonzaga

por Chiquinha Gonzaga*

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
.
AtraenteRebola bola e atraente vai
Esmigalhando os corações com o pé
E no seu passo apressadinho, tão miúdo, atrevidinho
Vai sujando o meu caminho, desfolhando o mau me quer

Se bem que quer, seja se quer ou não
Bem reticente, ela só faz calar

Ela é tão falsa e renitente, que até,
Atrai só o seu pensarComo é danada
perigosa
vaidosa
desastrosa
escandalosa
rancorosa
e rancorosa
incestuosa
e tão nervosa
e bota tudo em polvorosa, quando chega belicosa
bota tudo pra perder

Amour, amour
Tu jure amour, trè bien
Mas joga fora esta conversa vã
Não vem jogar fa-flu no meu maracanã
não sou Juju balangandã

Meu coração, porém, diz que não vai
Suportar esta maldita, inenarrável solidão
Se assim for, ele vai se esbudegar
E te ver se despinguelar numa desilusão

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* Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935) foi uma compositora, pianista e maestrina brasileira. Foi a primeira chorona, primeira pianista de choro, autora da primeira marcha carnavalesca com letra (“Ó Abre Alas”, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. No Passeio Público do Rio de Janeiro, há uma herma em sua homenagem, obra do escultor Honório Peçanha. Em maio de 2012 foi sancionada a Lei 12.624 que instituiu o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, a ser comemorado no dia de seu aniversário.[1]

Zefirina Bomba em vinil

por Roberta AR e Biu*

Adoro quando bandas queridas decidem lançar suas gravações em vinil, um formato que me obriga a sentar e dispor de um tempo para ouvir, além de ter seu lugar privilegiado na estante de casa. A notícia desse lançamento não podia ser melhor: Zefirina Bomba lança seu primeiro 7 polegadas em vinil. São oito músicas gravadas em 2003, entre elas a clássica Sobre a Cabeça, que servem como um ótimo registro do histórico da banda.

O vinil é um lançamento Sub Folk, selo encabeçado por Ilsom Barros e Thelma Ramalho, e tem nossa chancela também, das Edições Facada (agora também no mundo da música), além da Tamborete Records e Clube do Vinil SP. A capa é de Stêvz, o que traz um charme a mais ao conjunto. (R)

E enquanto os porões viram salas de estar, o rock vira capital e as abrafins justificam os meios entrando nos eixos, as pedras não rolam e o limo toma conta do rock. Foda-se.

Embrulhado quase que num saco de pão, o vinil do Zefirina é uma piranha elétrica de dentes finos e hostis. Ilsom Barros e Thelma Ramalho seguem mandando todos esses senhores da cultura à merda, onde é seus lugares. Vidinha ridícula. Piada sem graça. Mas se não fossem eles, seríamos nós os cuzões, então que sejam, que rastejem. Quanto a nós, rolemos. (B)

Algumas imagens, para saberem do que se trata.

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*Biu é paraibano, farmacêutico e faz quadrinhos.

Valdez

por Valdez*

Publicamos aqui Colóquios Flácidos Para Acalentar Bovinos (ou conversa pra boi dormir) para o seu deleite:

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* Valdez é Everaldo, Diego e Sérgio tocando juntos.

Com o apoio das Edições Facada

Não perca no dia 10 de setembro:
Chapamamba
Darshan
Os Triturados do Coração

no Balaio Café

E no dia 11 de setembro:
Chapamamba
Os Triturados do Coração

no Bar do Kareka

Um evento Megalodon Produções, com apoio das Edições Facada.

010010110001. 3

Por Stevz*

Música de Computador Vol.3

BAIXE AGORA

as máquinas não precisam de ninguém

as máquinas não precisam de nada

as máquinas vencem no berro quando estão inspiradas

o palco é de quem gritar mais alto

circuito fechado, coração de ferro

as máquinas dispensam os ouvidos enquanto houver o um e o zero

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agora que esta brincadeira chegou ao terceiro volume, resolvi falar um pouco sobre ela.

é quase tudo executado em reason (sem controlador, infelizmente, embora isso dê um caráter mecânico quase extremo à coisa), mas não necessariamente composto direto no computador.

não domino nenhuma técnica de masterização, ou mesmo de mixagem, além da intuição. é tudo feito em fones de ouvido. no seu som pode sair uma merda, paciência. aqui também não está perfeito, mas uma hora é preciso dar-se por satisfeito.

desta vez tentei amarrar um pouco os pedaços, nos primeiros só escolhia algumas das muitas músicas que tinha por aqui e tentava achar uma ordem interessante.

o lance das máquinas é irônico: tenho que fazer praticamente todas as escolhas por elas.

é isto,

divirtam-se (ou não).

ê.

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* Stêvz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.

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Por Stevz*

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* Stêvz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.

O crime do teishouku preto

Publicamos aqui um gostinho do que foi produzido pela Jam Session de Quadrinhos em Brasília, produzida pelo Facada e pela Kingdom Comics e idealizada pela HQMIX.

PARA VER AS FOTOS, CLIQUE AQUI.

Pocket show da Valdez (com um pequeno delay na publicação aqui)


O pagamento de Biu, primeira execução pública


Cover de Search and Destroy

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por Gomez

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por Juliet Jones

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por Evandro Esfolando

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por James Figueiredo

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por Felipe Sobreiro

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por Thiago Fonseca

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Por Camila Hott

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por Daniel Carvalho

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por Kleber Sales

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Por Lua Bueno Cyriaco

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por Verônica Saiki

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por Carol Brandão

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por Leandro Luna

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por Bruno Azevedo

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por Lima Neto

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por Arnold Jacques

(update em 09/05/2011)

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Por Stevz*

PARA OS DETRATORES DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E DA CONSCIÊNCIA ELETRÔNICA DAS POBRES MÁQUINAS, APRESENTA-SE ESTA COMPILAÇÃO DE MÚSICA DE COMPUTADOR EM TODA A SUA NEUTRALIDADE BINÁRIA E CAFONICE TÍMBRICA SINTETIZADA. AS COMPOSIÇÕES PODEM TER SIDO CRIADAS COM PAUS E PEDRAS EM ATRITO, MAS A BANDA QUE AS EXECUTA NÃO PASSA DE UM ZIPPO AUTÔMATO, LUBRIFICADO E SEM CORAÇÃO. VÁ LÁ, OS ROBÔS PODEM DEIXAR ESCORRER UMA LAGRIMINHA DE ÓLEO DE VEZ EM QUANDO:

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* Stêvz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve.

Colóquios Flácidos para Acalentar Bovinos

por Biu*


Colóquios Flácidos para Acalentar Bovinos: Os caras são bons de nomes. Os caras são bons de estética também, a capa é muito massa. Agora o som, enquanto meu cd player ainda funciona: barulho da porra e bem produzido. Fico feliz de tá resenhando porque pelo que sei foi feito na tora. Falar em tora vou acender um pra ouvir em stereo… 0 0 0, coff, coff. Música 2: “o que há de errado comigo?” boa pergunta, Diego. Não faço a mínima, você me parecia um cara normal, quando não te conhecia. Na sequencia vem um blues. O macaco malvado realmente veio a calhar. A jonga também. Está me saindo uma tarde muito agradável, nada mal pra uma segunda. Os colóquios seguem, mas agora estou perdido, não sei se é a anterior ou já é a próxima, tá rolando um Tuín na minha cabeça, oh-oh. A bateria me situou, acho que estou nas rich girls que vão pra putaquepariu ou coisa assim, o Tuin continua, agora mais raivoso, acho que vou tomar uma cerveja para me acalmar… acabou a cerveja, acho que ouvi chat baker falar algo sobre gás de geladeira num documentário que assisti ontem ou anteontem…

Ufa, agora mais calmo, vamos à próxima, algo sobre a cor vermelha, um blusão psico.

Esse ep realmente contem conflitos psicológicos intensos, como advertido no release (é assim que se escreve? É isso mesmo?), vão por mim.

Sexto som: Diego, meu chapa, o que te fizeram?

O pior pro final.

ahhhhhhhh… inda bem que a bateria e o baixo me dão um chão onde pisar.

O som acabou, caí num vácuo.

Yep. Tem uma surf music pós gap, que jeito maneiro de acordar.

Everaldo Maximino – sinta-se vingado, brother.

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Colóquios Flácidos para Acalentar Bovinos é o novo EP da banda Valdez, de Brasília. BAIXE AQUI.

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*Biu é paraibano, farmacêutico e faz quadrinhos.

Chapamamba

Por Stevz e Bruno*

Lado A: Terra de cego.

Lado B: Forca.

Download.

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*Chapamamba é Stevz e Bruno e pode ser ouvida também no Soundcloud e no Myspace.