Entre Robin e Foucault: manifestações de uma sexualidade

por Laluña Machado* Em abril de 1940, Robin, o Menino Prodígio, fazia sua estreia na Detective Comics #38. Com um apelo mais infantil para as histórias do Homem Morcego, Dick Grayson conseguiu dobrar as vendas das revistas após suas missões com o Cruzado Encapuzado, afinal, o modo como os roteiros eram narrados mudou com a … Continue lendo Entre Robin e Foucault: manifestações de uma sexualidade

Titãs e o dilema deontologista entre Bruce Wayne e Dick Grayson

por Laluña Machado* O termo deontologia vem do grego no qual Deon significa “dever”, ou simplesmente ética de ação e regra. Tal conceito se aplica em relação a posicionamentos morais que devem se adequar de forma universal as características de uma sociedade. Immanuel Kant (1724 – 1804) aponta que tais predicações se ofertam na configuração … Continue lendo Titãs e o dilema deontologista entre Bruce Wayne e Dick Grayson

Desconstruindo Una: a sociedade não ouve as mulheres

por Roberta AR Minha leitura de fim de ano foi Desconstruindo Una, uma novela gráfica densa sobre mulheres que sofrem violência e como sua voz ecoa no vazio. O fio condutor do livro são os crimes de um assassino em série que matava mulheres em West Yorkshire, Inglaterra, entre 1975 e 1981. Una narra os … Continue lendo Desconstruindo Una: a sociedade não ouve as mulheres

I’M A 4F: O Batman e a Segunda Guerra Mundial

por Laluña Machado* Os quadrinhos de super-heróis já tinham ganhando algum fôlego quando a Segunda Guerra Mundial teve seu início "oficial" em 1939, mesmo ano que o milionário (SÓ tinha milhões ainda) Bruce Wayne vestiu-se de morcego para combater o crime nas ruas de Nova York (isso mesmo, ainda não existia Gotham) na Dectetive Comics … Continue lendo I’M A 4F: O Batman e a Segunda Guerra Mundial

Gotham 1889: Uma ode a Era Vitoriana e a Belle Époque

por Laluña Machado* Levando em consideração que o Batman é um dos personagens que mais se mantêm no imaginário coletivo e que consegue ser usado em vários tipos de representações para todas as idades e gostos, colocá-lo em uma história que se passa no fim do século XIX, numa Gotham que tem como base a … Continue lendo Gotham 1889: Uma ode a Era Vitoriana e a Belle Époque

Batman Cavaleiro Branco: Max Weber e a violência legitimada pelo Estado

por Laluña Machado* A minissérie Batman: Cavaleiro Branco que foi dividida em 8 edições, escrita e desenha por Sean Murphy, traz algumas discussões sobre o “efeito Batman” em Gotham City. A base narrativa se molda por meio do questionamento sobre a real necessidade do centro metropolitano ter um super-herói, considerando aspectos morais e deveres civis … Continue lendo Batman Cavaleiro Branco: Max Weber e a violência legitimada pelo Estado

Feminicídio nos quadrinhos – a perspectiva feminina nas HQs nacionais

por Dani Marino* A cada hora, mais de 500 mulheres são vítimas de agressão física no Brasil. O país tem o quinto maior índice do mundo de assassinatos de mulheres” A frase acima abre a HQ A filha da mãe, de Tinda Costa e Alexandre Magalhães. Com ampla divulgação em diversos veículos nacionais, a narrativa se … Continue lendo Feminicídio nos quadrinhos – a perspectiva feminina nas HQs nacionais

Batman Terra de Ninguém: do Contrato Social ao Leviatã

por Laluña Machado* “… Depois que o solo partiu e os edifícios tombaram, a nação abandonou Gotham City. A partir de então, apenas os valentes, os saqueadores e os insanos permaneceram no lugar que passou a ser chamado de Terra de Ninguém.” Lançado em janeiro de 1999 e com término em dezembro do mesmo ano, Terra de Ninguém coloca-se … Continue lendo Batman Terra de Ninguém: do Contrato Social ao Leviatã

Coringa: da insanidade ao poder disciplinar foucaultiano

por Laluña Machado* Considerado o maior vilão de todos os tempos da cultura pop, quiçá da cultura de modo geral, surgindo um ano após a criação do Homem-Morcego em Batman #1 (1940), o Coringa teve sua composição inspirada no clássico  L'Homme qui rit (O Homem que Ri) de Vitor Hugo, que ganhou uma produção cinematográfica de … Continue lendo Coringa: da insanidade ao poder disciplinar foucaultiano

Quando Neil Gaiman “matou” o Batman

por Laluña Machado* - Eu morri? - Ainda não. - Diga o que está havendo. - Bruce, você é o maior detetive do mundo. Por que não descobre? Lançada em duas partes (Batman #686 e Detective Comics #853), Batman – O que aconteceu com o Cavaleiro das Trevas? traz uma narrativa na qual, o arquiteto … Continue lendo Quando Neil Gaiman “matou” o Batman

As mulheres em Mensur

por Roberta AR Mensur é uma prática de esgrima em que os dois lutadores devem acertar o rosto um do outro com espadas afiadas. Começou a ser praticada no início do século XX, aparentemente, por grupos de universitários alemães, que exibiam suas cicatrizes na face como troféus. Uma coisa máscula. Esse também é o nome … Continue lendo As mulheres em Mensur

Em busca da primeira quadrinista brasileira

por Roberta AR (texto de fevereiro de 2016) Um belo dia acordei com uma questão na cabeça: quem foi a primeira mulher a fazer quadrinhos no Brasil? Porque o primeiro homem é conhecido, tem prêmio com o nome dele e tudo por aqui. Os primeiros quadrinhos brasileiros foram publicados na segunda metade do século XIX … Continue lendo Em busca da primeira quadrinista brasileira

Olga, a sexóloga vol. 2: a volta da taradóloga

por Roberta AR Eu comecei a escrever mais sistematicamente sobre quadrinhos feitos por mulheres faz pouco mais de meia década e uma das primeiras resenhas que escrevi foi sobre o primeiro volume de Olga, a sexóloga (o texto pode ser lido aqui), personagem que eu tinha acabado de conhecer. O trabalho da autora, Thaïs Kisuki … Continue lendo Olga, a sexóloga vol. 2: a volta da taradóloga