Batman Terra de Ninguém: do Contrato Social ao Leviatã

por Laluña Machado* “… Depois que o solo partiu e os edifícios tombaram, a nação abandonou Gotham City. A partir de então, apenas os valentes, os saqueadores e os insanos permaneceram no lugar que passou a ser chamado de Terra de Ninguém.” Lançado em janeiro de 1999 e com término em dezembro do mesmo ano, Terra de Ninguém coloca-se … Continue lendo Batman Terra de Ninguém: do Contrato Social ao Leviatã

Coringa: da insanidade ao poder disciplinar foucaultiano

por Laluña Machado* Considerado o maior vilão de todos os tempos da cultura pop, quiçá da cultura de modo geral, surgindo um ano após a criação do Homem-Morcego em Batman #1 (1940), o Coringa teve sua composição inspirada no clássico  L'Homme qui rit (O Homem que Ri) de Vitor Hugo, que ganhou uma produção cinematográfica de … Continue lendo Coringa: da insanidade ao poder disciplinar foucaultiano

Quando Neil Gaiman “matou” o Batman

por Laluña Machado* - Eu morri? - Ainda não. - Diga o que está havendo. - Bruce, você é o maior detetive do mundo. Por que não descobre? Lançada em duas partes (Batman #686 e Detective Comics #853), Batman – O que aconteceu com o Cavaleiro das Trevas? traz uma narrativa na qual, o arquiteto … Continue lendo Quando Neil Gaiman “matou” o Batman

As mulheres em Mensur

por Roberta AR Mensur é uma prática de esgrima em que os dois lutadores devem acertar o rosto um do outro com espadas afiadas. Começou a ser praticada no início do século XX, aparentemente, por grupos de universitários alemães, que exibiam suas cicatrizes na face como troféus. Uma coisa máscula. Esse também é o nome … Continue lendo As mulheres em Mensur

Em busca da primeira quadrinista brasileira

por Roberta AR (texto de fevereiro de 2016) Um belo dia acordei com uma questão na cabeça: quem foi a primeira mulher a fazer quadrinhos no Brasil? Porque o primeiro homem é conhecido, tem prêmio com o nome dele e tudo por aqui. Os primeiros quadrinhos brasileiros foram publicados na segunda metade do século XIX … Continue lendo Em busca da primeira quadrinista brasileira

Olga, a sexóloga vol. 2: a volta da taradóloga

por Roberta AR Eu comecei a escrever mais sistematicamente sobre quadrinhos feitos por mulheres faz pouco mais de meia década e uma das primeiras resenhas que escrevi foi sobre o primeiro volume de Olga, a sexóloga (o texto pode ser lido aqui), personagem que eu tinha acabado de conhecer. O trabalho da autora, Thaïs Kisuki … Continue lendo Olga, a sexóloga vol. 2: a volta da taradóloga

Facada 75 – BENDITA CURA – RESENHA (HQ)

Ainda na sombra do Dia Internacional de Combate à LGBTQIA+fobia, o Facada traz uma resenha da contundente - e necessária - HQ de Mário César: Bendita Cura.

Mas ele diz que me ama – graphic novel de uma relação violenta

por Roberta AR Uma das coisas mais difíceis para quem está num relacionamento afetivo é admitir que vive uma relação abusiva. Para as mulheres isso é ainda mais complicado, pois somos educadas a encarar a brutalidade dos parceiros como um tipo de amor. Por esses dias, rodou nas redes sociais a foto de uma menina … Continue lendo Mas ele diz que me ama – graphic novel de uma relação violenta

Uma lista de quadrinistas mulheres no Drive

por Roberta AR Faz uns anos que tenho feito listas de mulheres quadrinistas e ilustradoras. Trabalho com quadrinhos e zines independentes faz mais de uma década, divulgando, produzindo, organizando evento e uma constante é ter poucas mulheres nas publicações e qualquer coisa relacionada ao tema, menos nos bastidores, onde sempre são muitas. E a justificativa … Continue lendo Uma lista de quadrinistas mulheres no Drive

Políticas: mulheres que fazem cartuns, charges e muito mais

por Roberta AR Algumas coisas são bem óbvias, mas mesmo assim precisam ser reforçadas, porque o senso comum determina o lugar das pessoas de um jeito bem tirano. “Azul para menino, rosa para menina”, a gente sabe que pode usar qualquer que não vai acontecer nada, talvez alguém encher o saco. “Não tem mulheres fazendo … Continue lendo Políticas: mulheres que fazem cartuns, charges e muito mais

A sociologia na Gotham City de Christopher Nolan

por Laluña Machado* Nos primórdios da minha pesquisa de TCC, momento em que eu realmente me aprofundei no universo do Homem Morcego, eu comecei a me questionar sobre certos aspectos da formação do Batman e de todo o contexto no qual Gotham se apresenta (sempre). Com leituras teóricas, observando melhor os quadrinhos, levando outros filtros … Continue lendo A sociologia na Gotham City de Christopher Nolan

Ser artista mulher é…

por Roberta AR Começa mais um ano, desta vez caminhamos para a terceira década do século XXI, mas algumas práticas antigas permanecem intactas. Explico. Fui olhar algumas listas de melhores quadrinistas do ano passado e “pasmem” (tô sendo irônica, hein), tinha lista de site alternativão com ZERO mulheres. De novo. Sempre. E isso se repete … Continue lendo Ser artista mulher é…

Olga, a sexóloga: sexo, humor e feminismo

por Roberta AR Acredito que o gênero mais tradicional do quadrinho brasileiro é o humor. Os autores mais citados e referenciados das tirinhas (aqui falo do público adulto) quase sempre são os que fazem quadrinhos de humor. Acho que não preciso nem citar exemplos. Lembro que foi um pesquisador português de banda desenhada (que é … Continue lendo Olga, a sexóloga: sexo, humor e feminismo