Superman

.

.

.

.

.

.

.

* Os desenhos do Superman produzidos pela Fleischer & Famous na década de 1940 são uma série de dezessete curtas-metragens de animação em Technicolor lançados pela Paramount Pictures e com base no personagem de quadrinhos Superman, tornando-se sua primeira aparição animada.

Sioux buffalo dance

por W.K.L. Dickson*

.

*William Kennedy Laurie Dickson (1860 – 935) foi um inventor escocês que inventou uma câmera de imagem em movimento quando era funcionário de Thomas Edison

Little Tich and his Big Boots (1900)

por Little Tich*

.

*Little Tich nascido Harry Relph, tinha 137 cm música de altura. Comediante e dançarino durante o final século XIX e início do século XX. Ele foi mais conhecido por seu número acrobático de comédia Big-Boot Dance, que ele apresentou na Europa e para o qual ele usava botas com sola de 71 centímetros de comprimento. Além de suas aparições salão de música, ele também era um performer popular em pantomimas de Natal e apareceu neles anualmente nos cinemas em toda as províncias inglesas. Ele repetiu este sucesso em Londres, onde apareceu em três pantomimas no Theatre Royal, Drury Lane, entre 1891 e 1893, ao lado de Dan Leno e Marie Lloyd.

Merrie Melodies (1931)

 

Hittin The Trail For Hallelujah Land (1931) é uma das poucas animações da Warner Brothers Cartoons em domínio público. O centro do enredo é sobre o esforço do valente de leitão para resgatar sua namorada e Uncle Tom de impasses perigosos e vilões. A representação estereotipada de personagens negros fez com que a United Artists o retivesse, tornando-se um dos infame Censored Onze. Foi a segundo filme Merrie Melodies a ser lançado.

Popeye em “Rumo ao Rio”

por Isadore Sparber*

.

*Isadore “Izzy” Sparber (1906 – 1958) foi um artista de storyboard americano, escritor, diretor e produtor de filmes de animação. Ele é mais conhecido por seu trabalho com Fleischer Studios e seu sucessor, Famous Studios. Quando creditado, seu trabalho apareceu em versões diferentes de seu nome, incluindo “Izzy Sparber”, “I. Sparber”, “Irving Sparber” e “Isidoro Sparber” ou “Isadore Sparber”.

Friquinique: os anormais param para tomar um cafezinho

por Roberta AR

Aberração é aquilo que não se encaixa, que dá medo, repulsa, nojo, ou apenas deixa desconfortável. Não somos educados a lidar com o que é diferente e ficamos apontando o dedo para tudo o que não é normal, de acordo com o que nos ensinaram. Daí, o que consideramos bizarro, e aqui estamos falando de pessoas, vira atração de circo, mesmo que não num circo de verdade.

Mas, numa dimensão imaginária, os ditos estranhos vivem seus cotidianos absolutamente rotineiros e tranquilamente entre aqueles que de se autodesignaram normais: trabalham, comem, passeiam, namoram. Esse é o universo explorado pelo livro Friquinique, da editora Beleléu, lançado no FIQ 2013. Na apresentação do livro, Bruno Azevêdo pergunta: “mas o que fazem os esquisitos quando não estão ‘em exibição’? Qual o cotidiano dos ‘inadequados’? Por quais dramas passam quando a dramatização acaba e o pano baixa? Como o homem sem braços passa manteiga no pão? A mulher barbada depila as axilas?”.

 

São quadrinhos de Stêvz, Rafael Sica, El Cerdo e Eduardo Medeiros, numa linda encadernação em capa dura, que traz quatro pequenos livrinhos encartados como encantadoras surpresas que nos pegam durante a leitura. E ainda tem um pôster/sobrecapa… Uma edição cuidadosa, que conseguiu ocupar um lugar ao lado da Imprensa Canalha no meu coração (quem me conhece sabe como eu gosto dos trabalhos do José Feitor).

(folheie o preview da publicação aqui)

tumblr_mvdvywJXie1sft69go1_1280

Mesmo não se tratando de uma obra de terror, não consegui deixar de pensar porque é tão difícil ver obras que se relacionem com o tema por essas bandas (neste caso foram os freaks que me conectaram). Fui num debate com o José Mojica Marins (50 anos de Zé do Caixão!) faz pouco tempo e o mediador, Carlos Primati, um dos maiores especialistas em cinema de terror no Brasil, relatou algo fácil de perceber: que existe um grande preconceito com obras de terror no país e que financiadores do cinema não costumam patrocinar o gênero, o que torna a coisa ainda mais rara. É relativamente fácil encontrar quadrinhos de terror, mas nacionais a coisa complica um pouco, se for por editoras a coisa é ainda mais difícil. O que é fácil de achar é quadrinho de humor, algumas obras mais intimistas, que costumam chamar de autoral, mulheres seminuas em outras, revistas infantis…

Penso, cá com os meus botões, que há pouco espaço para a fantasia, para cutucar o lado sombrio, os medos ocultos, os preconceitos, as bizarrices de cada um e coletivas. Somado a isso ainda tem o medo de parecer tosco, feio, viceral demais, ou algo assim, e acabar chocando o público (que até aqui é imaginário e frágil em excesso) e partimos para a correção estética, o polido, o engraçadinho, o erotismo infantilizado, o racional e o racionalmente aceitável.

Friquinique não é uma obra densa e analítica, é um tanto sombria em alguns momentos, divertida na maior parte, mas causa esse estranhamento ao tratar com naturalidade o que é repudiado. Uma leveza que dá uma tonteirinha que não sabemos de onde vem. Ou sabemos. Por que quem é que é tão normal assim?

Monsieur Fantômas (1937)

por Ernst Moerman*

.

*Ernst Moerman dirigiu apenas este filme, Monsieur Fantômas, em 1937, trabalho que é muito importante na história do cinema Belga.