Monsieur Fantômas (1937)

por Ernst Moerman*

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*Ernst Moerman dirigiu apenas este filme, Monsieur Fantômas, em 1937, trabalho que é muito importante na história do cinema Belga.

Uma morte muito louca…

por André Rafaini Lopes

Okay. Okay… O pessoal do @atiafamosa e @vishpodcast nunca vai me perdoar por esse título Sessão da Tarde. Mas… hei… você continua lendo, certo? Agora é só clicar no vídeo abaixo. Ponto pra mim. Essa turminha muito louca está aprontando muita confusão. Bah… agora até eu percebi que estou forçando a amizade. Brincando com coisa séria, o Vivendo com a Morte dialoga com a cultura nerd e os absurdos do dia a dia. Espero para viver o dia em que a(o) encapuzada(o) mistiosa(o) se encontrasse com a doce Morte de Neil Gaiman! Deixo a dica!

Para mais da Tia Famosa, clique aqui.

The Vampire Bat (1933)

por Frank R. Strayer*

Vampirebat

* The Vampire Bat (1933) é um filme de terror estadunidesne dirigido por Frank R. Strayer e estrelado por Lionel Atwill, Fay Wray, Melvyn Douglas e Dwight Frye.

Sinopse: Quando os moradores de Kleinschloss começam a morrer por perda de sangue, os pais da cidade passam a suspeitar de um ressurgimento do vampirismo. Enquanto o inspetor de polícia Karl permanece cético, o cientista Dr. Von Niemann cuida das vítimas do vampiro, um a um, e a suspeita recai sobre simplória Herman Gleib por causa de sua paixão por morcegos.

Betty Boop em Dizzy Dishes


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* Primeira aparição de Betty Boop (1930) como uma caricatura de Helen Kane. Betty Boop é uma personagem de desenho animado que apareceu nas séries de filmes Talkartoon e Betty Boop, produzidas por Max Fleischer e distribuídas pela Paramount Pictures. Hoje, Betty é considerada uma das personagens dos desenhos animados mais conhecidos do mundo e considerada a rainha dos desenhos animados da década de 1930.

Gertie the Dinosaur (1914)

por Winsor McCay*

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*Winsor Zenic McCay foi um cartunista e animador norte-americano. Artista prolífico, McCay foi pioneiro na técnica de desenhos animados, criando um padrão que seria seguido por Walt Disney e outros em décadas seguintes. Suas duas criações mais conhecidas foram a tira semanal Little Nemo in Slumberland, publicada de 1905 a 1914 e de 1924 a 1927, e a animação Gertie the Dinosaur, criada em 1914.

Little Nemo (1911)

por Winsor McCay, com apresentação do André Rafaini Lopes*

Embaixadores dos sonhos

Comecei como sócio-fundador (olha isso, que chique), me acabei por me tornar colaborador bissexto do Facada, assumo. Deveria escrever mais, reconheço. Mas porém contudo todavia, uma informação interna e privilegiada mexeu com meus brios.  A editora (e também chique sócia-fundadora do Facada) me adiantou o post de hoje. Morda-se. A exibição desse belo curta de animação de Winsor McCay não poderia passar sem um pitaco meu.
Depois desse tenebroso nariz de cera que seria cortado por um editor cujo saquito não tivesse sido puxado (não é excelsa Roberta AR?), vamos ao que interessa.
O artista responsável por essa animação é apenas o maior gênio das histórias em quadrinhos. Minha consciência pede para compará-lo com o imortal Will Eisner, mas sem McCay é bem possível que a arte sequencial nunca tivesse evoluído como linguagem. Até então, basicamente os gibis traziam histórias de crianças arteiras e ninguém havia percebido que o papel em branco aceita tudo.
O agente (mais famoso… pelo menos) dessa transformação é o menininho que ganha vida neste filmete. Ele é Little Nemo, personagem publicado semanalmente de 1905 a 1914 e de 1924 a 1927. Trata-se de um garoto convocado pelo Rei Morpheus para ir ao Reino do Sono (Slumberland): a viagem, que poderia ser um passeio curioso e divertido, se torna uma verdadeira “bad trip” lisérgica. Móveis ganham vida. Ilusões de ótica deixam de ser apenas truques visuais. Proporções são alteradas. Estranhos animais fumam charutos e conversam.
Levam algumas semanas até que o garoto deixasse de se assustar (sempre acordando em seguida) para explorar aquele mundo. Quem se interessar pode achar várias histórias de Nemo pelo Google, aliás o próprio buscador homenageou o personagem em um dos seus doodles.
É um belo gostinho do maravilho traço art-noveau de McCay. Devo confessar que a incursão do desenhista no ramo da animação não é de todo novidade para mim. Mas ao clicar no link vazado pela chefa uma outra conexão se formou na minha cabeça: em pleno ido de 1911, o desenhista brincava com o equipamento cinematográfico para criar animações coloridas! Sei que um jornalista não deve nunca usar exclamações, mas meus professores não estão me lendo.
Qual outro monstro também ousou trazer o onírico para sua arte naqueles fins de século 19 e início de 20? Caramba. Estava na minha cara esse tempo todo. O cara é contemporâneo de Georges Méliès!!!!!!!!!!!!!!! (Fuck the grammar police) Nada mais ou nada menos do que o mago por trás da criação dos efeitos visuais no cinema. E uma rápida busca mostrou: em 1911, o mesmo ano de Little Nemo, Mélies produziu sete curtas (The Ranchman’s Debt of Honor, Les aventures de baron de Munchhausen, Mexican as It Is Spoken, Right or Wrong, Tommy’s Rocking Horse, The Stolen Grey, The Mission Waif). E, na ponta do lápis, até alguns elementos visuais se assemelham.
Amigo facadeano, não se contente com apenas essa animação. Conhecendo a editora como a conheço, tenho certeza de que engatilhará outras pérolas como How a Mosquito Operates,
Gertie the Dinosaur e The Centaurs (um tablito a ser pago presencialmente em São Paulo para o primeiro que pescar uma cria desse último)! Até lá quem sabe eu não escrevo de novo!

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*Winsor Zenic McCay foi um cartunista e animador norte-americano. Artista prolífico, McCay foi pioneiro na técnica de desenhos animados, criando um padrão que seria seguido por Walt Disney e outros em décadas seguintes. Suas duas criações mais conhecidas foram a tira semanal Little Nemo in Slumberland, publicada de 1905 a 1914 e de 1924 a 1927, e a animação Gertie the Dinosaur, criada em 1914. Este filme mostra o próprio McCay desenhando as imagens que mais tarde vão para a animação.

O cordel de Francisco Zenio

por Roberta AR

Um belo dia descobri que trabalhava há alguns anos com um profícuo produtor de cordéis. Zenio é meu colega de trabalho há três anos, mais ou menos, e com seu jeito sereno sempre conta histórias de Juazeiro, sua terra natal. Seu trabalho com cordel começou na famosa Lira Nordestina, que rolou no Ceará nos anos 1970, quando começou a fazer suas primeiras xilogravuras.

Xilogravura de Francisco Zenio

 Mas quem é Zenio?

Francisco Zenio é cearense, natural de Juazeiro do Norte, celeiro cultural de poetas cordelistas, xilógrafos escultores, dançantes de bandas cabaçal, reizados e outros brincantes de modo diversificado no mundo cultural e popular. Ele conta que a gráfica Lira Nordestina, em que as edições eram feitas em linotipo, nas décadas dos anos 80, 70, 60 e antes, foi o ponto de encontro de grandes mestres da poesia que iam publicar os seus trabalhos literários, os mais diversos clássicos de todos os tempos, e ainda cada um deles também podia imprimir a gravura do seu clichê, em pedaços de madeira ou chumbo, essa técnica da arte milenar.

Foi aí, entre 1973 a 1974, que entre tantos ilustres visitantes que iam visitar e trocar elogios com o seu mestre e incentivador “Expedito Sebastião da Silva”, assim conhecido e gostava de ser chamado, o Zenio teve a oportunidade de conhecer um dos maiores poetas do Brasil, o lendário Patativa do Assaré.

Zenio foi um integrante dessa safra de principiantes cordelistas, mas também migrou para outras atividades artísticas: tocou em banda musical de sanfona e zabumba, fez teatro, pinturas, foi editor de jornal e é radialista. Antes de ir para o rádio, teve a oportunidade de trabalhar como assessor do maior músico do nordeste o grande mestre Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, o qual lhe deu muita instrução e lição de vida.

Mesmo que o Zenio esteja hoje afastado da sua terra natal, mas vá até lá 2 vezes ao ano, ele tem cerca de uns 300 ou mais de títulos publicados, uns 1500 inéditos, um livro que já está com a sétima edição esgotada,  “A Surra que Lampião Levou”.

Para conhecer mais, entre em franciscozenio.blogspot.com.

Ou clique aqui para ler o cordel: DETE A PRISIONEIRA DO DRAGÃO DA MONTANHA.

E ele faz palestras e xilogravuras por encomenda. É só entrar no blog, que lá tem o contato.