A princesa do oriente e o segredo do anel

por Francisco Zenio*

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* Francisco Zenio faz cordel, xilogravura, palestras, entre outras coisas. Fez parte da Lira Nordestina, no Ceará. Trabalhou com Luiz Gonzaga e mais um bocado de coisa.

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O cordel de Francisco Zenio

por Roberta AR

Um belo dia descobri que trabalhava há alguns anos com um profícuo produtor de cordéis. Zenio é meu colega de trabalho há três anos, mais ou menos, e com seu jeito sereno sempre conta histórias de Juazeiro, sua terra natal. Seu trabalho com cordel começou na famosa Lira Nordestina, que rolou no Ceará nos anos 1970, quando começou a fazer suas primeiras xilogravuras.

Xilogravura de Francisco Zenio

 Mas quem é Zenio?

Francisco Zenio é cearense, natural de Juazeiro do Norte, celeiro cultural de poetas cordelistas, xilógrafos escultores, dançantes de bandas cabaçal, reizados e outros brincantes de modo diversificado no mundo cultural e popular. Ele conta que a gráfica Lira Nordestina, em que as edições eram feitas em linotipo, nas décadas dos anos 80, 70, 60 e antes, foi o ponto de encontro de grandes mestres da poesia que iam publicar os seus trabalhos literários, os mais diversos clássicos de todos os tempos, e ainda cada um deles também podia imprimir a gravura do seu clichê, em pedaços de madeira ou chumbo, essa técnica da arte milenar.

Foi aí, entre 1973 a 1974, que entre tantos ilustres visitantes que iam visitar e trocar elogios com o seu mestre e incentivador “Expedito Sebastião da Silva”, assim conhecido e gostava de ser chamado, o Zenio teve a oportunidade de conhecer um dos maiores poetas do Brasil, o lendário Patativa do Assaré.

Zenio foi um integrante dessa safra de principiantes cordelistas, mas também migrou para outras atividades artísticas: tocou em banda musical de sanfona e zabumba, fez teatro, pinturas, foi editor de jornal e é radialista. Antes de ir para o rádio, teve a oportunidade de trabalhar como assessor do maior músico do nordeste o grande mestre Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, o qual lhe deu muita instrução e lição de vida.

Mesmo que o Zenio esteja hoje afastado da sua terra natal, mas vá até lá 2 vezes ao ano, ele tem cerca de uns 300 ou mais de títulos publicados, uns 1500 inéditos, um livro que já está com a sétima edição esgotada,  “A Surra que Lampião Levou”.

Para conhecer mais, entre em franciscozenio.blogspot.com.

Ou clique aqui para ler o cordel: DETE A PRISIONEIRA DO DRAGÃO DA MONTANHA.

E ele faz palestras e xilogravuras por encomenda. É só entrar no blog, que lá tem o contato.