Este mundo da injustiça globalizada

por José Saramago* Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um facto notável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a vossa atenção para este importante acontecimento histórico porque, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do episódio não terá de … Continue lendo Este mundo da injustiça globalizada

O Tesouro

por Eça de Queirós* I Os três irmãos de Medranhos, Rui, Guanes e Rostabal, eram então, em todo o Reino das Astúrias, os fidalgos mais famintos e os mais remendados. Nos Paços de Medranhos, a que o vento da serra levara vidraça e telha, passavam eles as tardes desse Inverno, engelhados nos seus pelotes de … Continue lendo O Tesouro

Atlas das mais valiosas vinhas da Alemanha e Áustria

por Herman Goethe e Rudolph Goethe* . * Herman Goethe e Rudolph Goethe são os autores do Atlas das mais valiosas vinhas da Alemanha e Áustria possui uma descrição detalhada das propriedades, métodos de cultivo e ao corte, as exigências para o site e do solo e indicação da ocorrência, distribuição, citações literárias, sinônimos. O … Continue lendo Atlas das mais valiosas vinhas da Alemanha e Áustria

A última gargalhada

por F. W. Murnau* (legendas em português) . * Friedrich Wilhelm Murnau, ou simplesmente F. W. Murnau, nascido Friedrich Wilhelm Plumpe (1888 - 1931), foi um dos mais importantes realizadores do cinema mudo, do cinema expressionista alemão e do movimento Kammerspiel. Publicamos aqui seu filme A Última Gargalhada, de 1924.

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Por Stevz* Música de Computador Vol.3 BAIXE AGORA as máquinas não precisam de ninguém as máquinas não precisam de nada as máquinas vencem no berro quando estão inspiradas o palco é de quem gritar mais alto circuito fechado, coração de ferro as máquinas dispensam os ouvidos enquanto houver o um e o zero ______________________________________________________ agora … Continue lendo 010010110001. 3

21 de Abril

por Biu* A rua ruiu, a urbs suprimiu a civitas, e o tempo parou, suspenso sobre nossas cabeças como nuvens carregadas de um temporal que nunca haverá. Estamos em Brasília, o berço esplêndido da nova civilização, que de tão nova sequer se sustenta em pé, e sobre ela deita-se eternamente, tombada. O túmulo da História, … Continue lendo 21 de Abril

Navio fantasma

Por Adriano de Almeida* Fechando a porta, ouço o violão que ressoa no quintal. Meu avô pigarreia o fim da vida. Eu quase não respiro, me concentrando em reprimir o asco. Como envolvido em plástico, protegido, passo pudicamente a palma pelos móveis, não me expando. Evito gorduras e nódoas. Há ratos no quintal, eu bem … Continue lendo Navio fantasma