por Bernardo Guimarães* I Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau; E a velhinha, rainha da festa, Se assentou sobre o grande jirau. Lobisome apanhava os gravetos E a fogueira no chão acendia, Revirando os compridos espetos, Para a ceia da grande folia. Junto dele um vermelho diabo Que saíra do antro … Continue lendo A orgia dos duendes
Autor: facadax
Imagens de Paris no século XIX
por Jules-Adolphe Chauvet* . *Jules-Adolphe Chauvet (1828 - 1906) foi um pintor e desenhista francês. Essas imagens foram publicadas no blog BibliOdyssey.
Abstrações
por Marsden Hartley* Handsome Drinks (1916) . Himmel (1915) . Lighthouse (1915) . Painting No. 48 (1913) . Painting, Number 5 (1915) . Portrait of a German Officer (1914) . E (1915) . Sextant (1917) . *Marsden Hartley (1877 - 1943) foi um pintor americano modernista, poeta e ensaísta.
Joana
por Roberta AR Hoje, vi a Joana depois de muito tempo. Ela estava com cabelo curto, uma clutch preta com detalhes prateados e uma bota de couro muito elegante, também preta, por baixo de sua longa saia da mesma cor. Apesar de ser a mesma pessoa, achei diferente da figura que sempre vi pelas quadras … Continue lendo Joana
Cada Coisa
por Ricardo Reis* Cada coisa a seu tempo tem seu tempo. Não florescem no inverno os arvoredos, Nem pela primavera Têm branco frio os campos. À noite, que entra, não pertence, Lídia, O mesmo ardor que o dia nos pedia. Com mais sossego amemos A nossa incerta vida. À lareira, cansados não da obra Mas … Continue lendo Cada Coisa
Imagens do campo
por Paula Modersohn-Becker* Elizabeth with Hens under an Apple Tree (1902) . Girl with Stork (1906-1907) . Landscape with Birch trunks (1901) . Lee and his sister Hoetger (1906-1907) . Marsh channel with peat barges (1900) . Miguel de Cervantes (1900) . Old Woman in the Garden (1906) . Portrait of a young woman with … Continue lendo Imagens do campo
Friquinique: os anormais param para tomar um cafezinho
por Roberta AR Aberração é aquilo que não se encaixa, que dá medo, repulsa, nojo, ou apenas deixa desconfortável. Não somos educados a lidar com o que é diferente e ficamos apontando o dedo para tudo o que não é normal, de acordo com o que nos ensinaram. Daí, o que consideramos bizarro, e aqui … Continue lendo Friquinique: os anormais param para tomar um cafezinho
Inferno – Canto I
por Dante Alighieri* Dante, perdido numa selva escura, erra nela toda a noite. Saindo ao amanhecer, começa a subir por uma colina, quando lhe atravessam a passagem uma pantera, um leão e uma loba, que o repelem para a selva. Aparece-lhe então a imagem de Virgílio, que o reanima e se oferece a tirá-lo de lá, … Continue lendo Inferno – Canto I
Organização
por Luigi Fabbri* Quando uma criança aprende a andar, ela começa por cair, mas isso não é razão suficiente para se sustentar que a marcha é nociva e que tem por conseqüência quebrar a cabeça. Os anarquistas que chegam à afirmação individualista e à negação da organização pensam, ao contrário, desta forma: que à partir … Continue lendo Organização
Monografia das aranhas
por Carl Wilhelm Hahn* . *Carl Wilhelm Hahn ( 1786 - 1835) foi um zoólogo alemão e autor da primeira monografia alemã sobre aranhas. Surpreendentemente, ele parece ter sido quase esquecido, pois é não é possível encontrar muitos dados biográficos sobre ele. Material publicado em Biblyodissey.
Se quiser conhecer as mulheres, leia Ana Cristina Cesar
por Thelma Ramalho* Pergunto aqui se sou louca Quem quer saberá dizer Pergunto mais, se sou sã E ainda mais, se sou eu Que uso o viés pra amar E finjo fingir que finjo Adorar o fingimento Fingindo que sou fingida Pergunto aqui meus senhores quem é a loura donzela que se chama Ana Cristina … Continue lendo Se quiser conhecer as mulheres, leia Ana Cristina Cesar
Não
por Antonio Souza* Não, o campo não está lavrado nem a mesa posta e tuas promessas o descanso a terra do eterno estio Passárgada ou o oblívio não, ainda não é o tempo o cheiro de manga madura no ar é verão e depois outono e depois o inverno Segurarei a tua cintura e te … Continue lendo Não
Prólogo ao Anticristo
por Friedrich Nietzsche* Este livro destina-se a muitíssimo poucos. Talvez nem sequer um deles viva ainda. Serão esses, porventura, os que compreendem o meu Zaratustra...Como poderia eu misturar-me com aqueles para quem hoje se aprontam já ouvidos? Só o depois-de-amanhã me pertence. Alguns nascem póstumos. Conheço demasiado bem as condições em que alguém me compreende … Continue lendo Prólogo ao Anticristo