por Álvaro de Campos* Aproveitar o tempo! Mas o que é o tempo, que eu o aproveite? Aproveitar o tempo! Nenhum dia sem linha… O trabalho honesto e superior… O trabalho à Virgílio, à Mílton… Mas é tão difícil ser honesto ou superior! É tão pouco provável ser Milton ou ser Virgílio! Aproveitar o tempo! … Continue lendo Apostila
Categoria: TEXTO
O Fracasso do cristianismo
por Emma Goldman* Os falsificadores e envenenadores de ideias, na tentativa de obscurecer o limite entre a verdade e a falsidade, acham um valioso aliado no conservadorismo da linguagem. Concepções e palavras que há muito perderam seu significado original continuam, por séculos, a dominar o gênero humano. Especialmente se estas concepções se tornarão um lugar … Continue lendo O Fracasso do cristianismo
25 de janeiro
por Adriano de Almeida* São Paulo é destino e ofício – vale o custo-benefício? São Paulo é sina portuguesa italiana japonesa boliviana nordestina São Paulo é preta é ziquizira é rebu que não escolhe lira é Mário de Andrade Ugo Giorgetti João Antônio Adoniran Mano Brown é Piva! São Paulo é índia é corrupio curupira … Continue lendo 25 de janeiro
O diabo e o seu amigo
por Maria Lacerda de Moura* “Descendo uma rua, viram a sua gente um homem abaixado e apanhar no chão alguma coisa, a qual foi examinado minuciosamente e guardada com cuidado no bolso. O amigo perguntou ao diabo: -Que foi que apanhou aquele homem? - Um fragmento da verdade –respondeu o diabo. Eu o farei organizar a … Continue lendo O diabo e o seu amigo
Prefácio interessantíssimo
por Mário de Andrade * (prefácio do livro Pauliceia Desvairada) "Dans mon pays de fiel et d'or j'co suis la loi". E. Verhaeren Leitor: Está fundado o Desvairismo. . Este prefácio, apesar de interessante, inútil. . Alguns dados. Nem todos. Sem conclusões. Para quem me aceita são inúteis ambos. Os curiosos terão prazer em descobrir … Continue lendo Prefácio interessantíssimo
Cafeinômana
por Roberta AR Tenho que confessar que gosto de café. Pelo menos um por dia. Gosto de espresso, mas também de fazer na cafeteira italiana. Quando não é possível, tomo preparado de jeito que for, no coador, naquelas máquinas de sachê, porque me anima e fico mal se passo o dia sem um que seja. … Continue lendo Cafeinômana
A extraordinária aventura vivida por Vladimir Maiakovski no verão na datcha
por Vladimir Maiakovski* (Púchkino, monte Akula, datcha de Rumiántzev, a 27 verstas pela estrada de ferro de Iaroslávl) A tarde ardia com cem sóis. O verão rolava em julho. O calor se enrolava no ar e nos lençóis da datcha onde eu estava. Na colina de Púchkino, corcunda, o monte Akula, e ao pé do … Continue lendo A extraordinária aventura vivida por Vladimir Maiakovski no verão na datcha
Ação direta
por Voltairine de Cleyre* Do ponto de vista daquele que se julga capaz de discernir uma rota constante para o progresso humano, e segue por ela, e desenha tal rota no mapa de sua mente, certamente resolverá indicá-la aos outros; fazê-los ver as coisas como ele vê; convencê-los com argumentos claros e simples que expressem … Continue lendo Ação direta
Pés – volume I
por Roberta AR e Clara do Prado* O zine Pés - volume I foi lançado na Feira Plana 2014 pelo selo Rabanete, da designer Clara do Prado. . *Clara do Prado é brasiliense, designer gráfica e a mulher por trás do Selo Rabanete.
Uma estação no inferno
por Artur Rimbaud* Antigamente, se bem me lembro, minha vida era um festim no qual todos os corações exultavam, no qual corriam todos os vinhos. Uma noite, sentei a Beleza em meus joelhos. - E achei-a amarga. - E injuriei-a. Armei-me contra a justiça. Fugi. Ó feiticeiras, ó miséria, ó ódio, a vós é que … Continue lendo Uma estação no inferno
A florista e outros poemas
por Francisca Júlia da Silva* A Florista Suspensa ao braço a grávida corbelha, Segue a passo, tranquila... O sol faísca... Os seus carmíneos lábios de mourisca Se abrem, sorrindo, numa flor vermelha. Deita à sombra de uma árvore. Uma abelha Zumbe em torno ao cabaz... Uma ave, arisca, O pó do chão, pertinho dela, cisca, … Continue lendo A florista e outros poemas
Confissões de um jogadito
por André Rafaini Lopes Oi, gente... Meu nome é André (“oooooooi, André”). Meu nome é André e eu tenho um problema. Reconheço. (Cabeças acenam condescendentemente). Eu... Eu... (o psicólogo chega mais perto e põe a mão no meu ombro, encorajando. “É difícil mesmo!”) Eu sou viciado em jogos de tabuleiro. Reconheço que o problema remonta … Continue lendo Confissões de um jogadito
Livro das donas e donzelas
por Júlia Lopes de Almeida* Minhas amigas Mês das cigarras e das flores de flamboyant, como diria Fradique Mendes se tivesse de datar em Dezembro uma carta no Rio de Janeiro. Prescindo, como ele, da enumeração do dia. Datas são algarismos sem forças para fazer sentir o violento azul do nosso céu, nem os ramalhões … Continue lendo Livro das donas e donzelas