por Marc Ferrez* Vendedor ambulante - 1895 Vendedor ambulante Vendedor ambulante de frutas - 1895 Meninos vendem jornais - 1899 . * Marc Ferrez (1843 - 1923) foi um fotógrafo franco-brasileiro, nascido no Rio de Janeiro. Retratou cenas dos períodos do Império e início da República, entre 1865 e 1918, sendo que seu … Continue lendo Ambulantes no Rio de Janeiro
Descripção verdadeira de um paiz de selvagens nús, ferozes e cannibaes, situado no novo mundo América, desconhecido na terra de Hessen antes e depois do nascimento de Christo, até que, há dois annos, Hans Staden de Homberg, em Hessen, por sua própria experiência, o conheceu e agora a dá à luz pela segunda vez, diligentemente augmentada e melhorada
por Hans Staden* . * Hans Staden (Homberg (Efze), c. 1525 — Wolfhagen, c. 1579) foi um aventureiro mercenário alemão. Por duas vezes Staden passou pela América Portuguesa no início do século XVI, onde teve oportunidade de participar de combates na Capitania de Pernambuco e na Capitania de São Vicente, contra corsários franceses. Este é … Continue lendo Descripção verdadeira de um paiz de selvagens nús, ferozes e cannibaes, situado no novo mundo América, desconhecido na terra de Hessen antes e depois do nascimento de Christo, até que, há dois annos, Hans Staden de Homberg, em Hessen, por sua própria experiência, o conheceu e agora a dá à luz pela segunda vez, diligentemente augmentada e melhorada
Quando as coisas não funcionam
por Mauro Castro* Fui atender a uma solicitação de táxi em um motel. Parei em frente ao apartamento indicado, liguei o taxímetro e esperei. Primeiro desceu um senhor bem vestido, cerca de 50 anos. Ele embarcou na frente e, antes que fechasse a porta, pedi que apagasse o cigarro. O homem virou uma arara. Ficou … Continue lendo Quando as coisas não funcionam
Gato Felix
por Pat Sullivan* Neste desenho de 1923, o Gato Feliz vai atrás de respostas sobre a teoria da evolução. Ele responde a um anúncio de jornal que promete uma recompensa para quem provar que “O homem veio do macaco”. . Neste desenho de 1924. depois de Felix deixar seu amigo em problemas por não fazer … Continue lendo Gato Felix
Espanquemos os pobres!
por Charles Baudelaire* Durante quinze dias confinei-me em meu quarto e me cerquei de livros que estavam na moda naqueles tempos (há dezesseis ou dezessete anos); quero falar de livros em que se trata da arte de tornar os povos felizes, sábios e ricos em vinte e quatro horas. Tinha eu digerido – engolido, quero … Continue lendo Espanquemos os pobres!
amanhã eu vou lá hoje
por Biu* 2011 agora é só um rastro: a sobra da sombra do vácuo. fogo fátuo. o lastro com que se mede o fato de que o amanhã não é de ninguém. à meia noite os dias vêm: vão, chão, clarabóia, janela, porta, calçada, estrada, passagem para o além. à meia noite hoje é ontem. … Continue lendo amanhã eu vou lá hoje
Zefirina Bomba em vinil
por Roberta AR e Biu* Adoro quando bandas queridas decidem lançar suas gravações em vinil, um formato que me obriga a sentar e dispor de um tempo para ouvir, além de ter seu lugar privilegiado na estante de casa. A notícia desse lançamento não podia ser melhor: Zefirina Bomba lança seu primeiro 7 polegadas em vinil. … Continue lendo Zefirina Bomba em vinil
Aparecida Blues no bate-papo sobre quadrinho em SP
No sábado, rolou um bate-papo sobre quadrinho autoral na Quanta Academia, em São Paulo. Estiveram presentes Biu, Stêvz, que falaram sobre Aparecida Blues, Pedro Franz e Yuri Moraes, que falaram sobre seus livros com mediação de Rafael Coutinho. Biu na banca de debates fala sobre Aparecida Blues. Desenho de Pietro. Foto do André (nosso sócio). . … Continue lendo Aparecida Blues no bate-papo sobre quadrinho em SP
Carro é trabalho
por Roberta AR Cabeça, tronco e rodas. Essa é a descrição de um ser humano considerado normal em Brasília (e grande parte do mundo). Por ter tanta gente obcecada por carro a minha volta, cada dia tenho menos interesse em tirar a carta de motorista. Pela minha rotina, carro não é uma coisa indispensável, entendo … Continue lendo Carro é trabalho
Poemas 2
por Antonio Souza* Substância A metafísica e o medo construções suaves e diáfanas carne sutilíssima para esconder-nos o osso Surge o cristal, pedra que aprsiona e que toma o nome daquilo que apodrece Mas, dentro, após o tutano, muito além, talvez possamos encontrar o caroço, logo abaixo, sob o pantâno hiernando em seu exílio, abaixo … Continue lendo Poemas 2
Saiba morrer o que viver não soube
por Bocage* Meu ser evaporei na lida insana do tropel de paixões que me arrastava. Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava em mim quase imortal a essência humana. De que inúmeros sóis a mente ufana existência falaz me não dourava! Mas eis sucumbe Natureza escrava ao mal, que a vida em sua origem … Continue lendo Saiba morrer o que viver não soube
Uma árvore de natal e um casamento
por Fiódor Dostoiévski* Um dia destes, vi um casamento... mas não, prefiro falar-vos de uma árvore de Natal. Achei o casamento bem bonito, mas a árvore de Natal me agradou mais. Nem sei como, olhando para o casamento, me lembrei da árvore. Eis como o caso se passou. Há cerca de cinco anos fui convidado, … Continue lendo Uma árvore de natal e um casamento
Borboletas
por Pieter Cramer* . * Pieter Cramer (1721-1776) foi um mercador holandês de linho e lã espanhóis e entomologista. Cramer era o diretor da Sociedade Zelândia que financiou a publicação de seu livro sobre borboletas exóticas.