O fracasso em meio ao caos

por Roberta AR

Sonhei que estava no cruzamento de uma grande avenida, um lugar que me foi tão familiar por tanto tempo, mas que não vou há anos. Perguntei para quem estava comigo, uma amiga que se distanciou, coisas da vida, se não tinha problema eu dar um pulinho por lá no meio do isolamento. “Está cheia de gente passeando, não tem problema”. Acordei assustada.

Este ar de normalidade no meio do absurdo é algo que sempre me assusta, não é um sentimento novo. As pessoas naturalizam as piores coisas de um jeito quase sereno, digo quase porque esta serenidade é mantida artificialmente com alguma compulsão, remédios controlados ou drogas. Os que não naturalizam, viram esses seres estranhos inadaptados que precisam ser consertados. 

Eu tenho sido essa pessoa quebrada faz uns anos já. Em isolamento, sem conseguir ser funcional nas condições que o mundo quer. Não sou mais produtiva, pois não gero riqueza. Estou aqui dedicada a manter uma criança mentalmente, emocionalmente e fisicamente saudável no meio da violência emocional e patrimonial que vem de todo o lado. E minha energia tem sido toda consumida por isso e pela feridas emocionais de uma vida de abandonos. Esteja materialmente vulnerável e se veja ser tratada como incapaz, com condescendência e até tentarem tirar seu poder familiar. 

É difícil e pesado viver neste mundo. Para todo mundo. Este é um mundo violento e nós, pobres, dividimos entres nós metade da riqueza do planeta, a outra metade está na mão dos 1%. Esse valor deve ter aumentado depois que esta marca foi atingida há quatro anos (pros mais ricos). E são esses 1% que dizem quem vai mandar em cada canto do mundo, ou você acha que foi o porteiro com seu voto que escolheu este presidente?

Acho interessante como se gasta tempo falando mal do pobre de direita e não se fala nunca destes ultra-ricos. Será que é porque as fundações deles dão uns troco para as artes, bancam políticos “de esquerda”? Usam até os mortos desta epidemia para chamar pobres de burros: “a maioria desta cidade votou em…”. Merecemos morrer por isso. Mas falar da fundação lá do cara mais rico do país, que tem aquela fast food das propagandas descoladas, junto com aquele apresentador que quer ser presidente nem pensar. E eles se juntaram para eleger muita gente no parlamento. Normal, né? Dinheiro bem gasto que vai nos beneficiar… Aqui eu acordo assustada, de novo, mas desta vez não estava nem dormindo. 

Precisamos buscar o sucesso. Pensar em sucesso traz o sucesso até você. Mentalize a riqueza, o que você quer ter, onde você quer estar. Mesmo sabendo que tem que dividir metade da riqueza do mundo com quase sete bilhões de pessoas, porque a outra metade tá na mão de umas duas mil. Alguém sugeriu que eu monte meu negócio agora. Acordo já acordada de novo. Mas assustada. “Fulano doou um milhão para pesquisa do corona vírus”. Dinheiro do papel higiênico, né? Cês me poupem. 

Eu vejo muita gente sem conseguir se encaixar neste mundo. Estou assim faz pouco tempo, focando minha energia em sobrevivência primária, mas sinto essa dor de todos como a minha. Pessoas que sentem o peso de ter que levantar de manhã para exercer atividades absolutamente inúteis e dispensáveis no meio de gente abusiva e que se dá um valor maior do que lhe é de direito. Nunca tinha chegado neste estado em que o peso é maior que a minha força, mas sempre tive que lidar com ele. E ainda temos que ouvir que isto é fracasso.

O sucesso do 1% é o total desprezo ao resto do planeta. Estamos neste caos sanitário porque tem gente sugando nossa existência (nossa como parte da natureza, somos todos uma coisa só) e a transformando em moeda corrente. Lidar com o fracasso não pode ser um problema, neste contexto. Somos todos fracassados, nesta perspectiva. O fato de alguém ter um salário um pouco maior não o torna uma pessoa de sucesso, porque o salário pode sumir a qualquer momento. Aquela empresa de sucesso também não sobreviveu agora.

Hoje, me sinto reconectada ao mundo. A minha dor agora tem legitimidade. O absurdo está bem visível, para quem quiser enxergar. Não é uma sensação boa, este pertencimento. Mas me tira do lugar da louca que se nega a cair na real. O que é real?

Ontem, li um artigo, que tava numa fila pra ler faz tempo (você está sendo produtivo na pandemia? eu não). Ele falava de moda, mas veja este trecho: “O tempo urge. Defendo a cura pelo respeito ao coletivo, às pessoas. Acredito que vamos precisar nos preparar para organizar uma nova ordem feita de variações mínimas (…) com respeito irrestrito ao planeta. Será preciso o indivíduo desprender-se das normas antigas e apreciar cada vez mais o coletivo, para aí sim conseguir afirmar um gosto mais pessoal.” (o texto do Jackson Araújo está completo aqui

Ele fala de coletivo, mas não como estes grupos contemporâneos que pretendem ser vanguarda, mas têm essa cara de empreendedorismo meritocrático. Coletivo como estar junto, de verdade. Precisamos nos ver a partir do outro, da troca, não do julgamento. E eu pensei aqui nas tantas vezes que estive com amigues e até em coletivos, mais de um, pessoas incapazes de pensar a troca de potencialidades sem isso virar recurso financeiro. Pessoas que não aceitam que você faça algo que é sua especialidade sem pagar por isso, provavelmente por não querer “ficar devendo”. Ou que acha que qualquer coisa que ela faça tem preço. A impensável, para elas, gratuidade nos gestos. Eu faço parte de um núcleo da Comunidade que Sustenta a Agricultura (saiba mais o que é clicando aqui) e um dos lemas desse grupo é substituição da “cultura do preço pela cultura do apreço”. Agora é tempo de pensarmos estas relações sociais. Isso é muito sério.

Vejo iniciativas como Artistas em Quarentena, da Lila Cruz, que pensa concreto e pontual, neste momento difícil, para citar uma de um grupo com que tenho trabalhado nos últimos anos. Como esta, temos milhares de ações em todo o país, indígenas, periferia, catadores, artesãos, quilombolas, estão todos se articulando para sobreviver apesar de. Mas, mais do que doar, precisamos criar nossas próprias redes de apoio. Material e emocional. Gente com a qual você possa estar nas vacas gordas e vacas magras te olhando do mesmo jeito, com respeito, amor e carinho. Que a gratuidade do gesto seja recíproca. Que o cuidado seja sincero e te deixe tranquila por ter um colo no meio do caos. Precisamos sobreviver para o depois.

Está difícil, mas eu tenho o sonho com um abraço apertado na amiga querida que nunca vi pessoalmente. Tenho a mensagem de quem sempre esteve aqui do meu lado quando eu quebrei de verdade. O carinho de quem me ajuda a descobrir quem eu sou. O amigo que divide minhas iniciativas de conteúdo gratuito “creative commons”. O companheiro que está aqui, mesmo sendo tudo tão difícil. A criança que me ama. Somos coletivo. Comunidade, porque acho mais bonito. 

Uma lista de quadrinistas mulheres no Drive

por Roberta AR

Faz uns anos que tenho feito listas de mulheres quadrinistas e ilustradoras. Trabalho com quadrinhos e zines independentes faz mais de uma década, divulgando, produzindo, organizando evento e uma constante é ter poucas mulheres nas publicações e qualquer coisa relacionada ao tema, menos nos bastidores, onde sempre são muitas.

E a justificativa dada para isso é sempre que existem poucas mulheres fazendo ou que o trabalho não tem qualidade. Para contestar essa “verdade” reproduzida pelo senso comum e que está longe de reproduzir a realidade, passei a organizar em listas os nomes de mulheres que trabalham com quadrinhos dos mais variados estilos.

Agora, decidi compartilhar uma planilha com todos os nomes que já reuni em posts, principalmente no MinasNerds, para que seja uma ferramenta fácil para consulta. Clique neste link do drive e veja seus nomes, cidades onde moram, links para seus sites e redes sociais: https://docs.google.com/spreadsheets/d/19AJsUN8kRa_30lXMRceBxjQYQrAbq1HXNn0VywQ1Loo/edit?usp=sharing

Veja, compartilhe, divulgue. Esta é uma lista em andamento, pode ser acrescida de nomes a qualquer momento.

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Políticas: mulheres que fazem cartuns, charges e muito mais

por Roberta AR

Algumas coisas são bem óbvias, mas mesmo assim precisam ser reforçadas, porque o senso comum determina o lugar das pessoas de um jeito bem tirano. “Azul para menino, rosa para menina”, a gente sabe que pode usar qualquer que não vai acontecer nada, talvez alguém encher o saco. “Não tem mulheres fazendo quadrinho, cadê?”. Daí a gente faz uma lista gigante (que tá em andamento aqui no Facada X também). E agora surge a página Políticas , porque mulheres fazem quadrinhos sobre política também, claro.

“A partir de articulações entre diversas artistas, foi constatada a ausência de mulheres em espaços dedicados às charges políticas. A ideia de que mulheres não desenham charges ou não se interessam por política ainda é bastante forte no inconsciente coletivo, quando na verdade, sabemos que mulheres chargistas que atuaram nos mesmos veículos e com a mesma proficuidade que autores renomados, apenas não tiveram o mesmo prestígio e visibilidade. Basta abrir o jornal e ver quantas mulheres têm suas reflexões e opiniões publicadas”, elas explicam na sua apresentação .

Mas quem são elas? A página Políticas é um projeto das quadrinistas Thaïs Gualberto, Aline Zouvi, Carolina Ito e da pesquisadora (e MinaNerd) Dani Marino, para oferecer um espaço para cartuns, charges e tiras feitos por mulheres. E eu conversei um pouquinho com elas sobre isso:

Mariza Dias Costa (SP)
Uma das poucas mulheres que conseguiram entrar na grande imprensa fazendo ilustrações políticas. Ela iniciou sua carreira nos anos 70, trabalhou no Pasquim e publica até hoje na Folha de S. Paulo.

 

Existe um estereótipo de que mulheres fazem quadrinhos intimistas ou fofinhos. Qual a força das mulheres nos quadrinhos políticos no Brasil?

Thaïs Gualberto – Os quadrinhos de política são considerados um ambiente mais direto, fulminante, seco, crítico, características “não femininas” e por isso tendem a achar que as mulheres não têm “tino”, “talento” para abordar assuntos políticos. Mas visitando algumas páginas na internet você vê essa teoria cair terra abaixo, com várias produções ácidas e certeiras no momento de se opor a questões da política e da sociedade. Aparentemente essa é uma das últimas barreiras que precisamos derrubar: que mulheres não fazem, não se interessam ou não são capazes de fazer charges, cartuns e histórias em quadrinhos com teor político.

Carol Ito – A gente ainda está entendendo esse universo, já que a atuação de mulheres cartunistas na grande imprensa sempre foi de exceção, não conquistou o mesmo reconhecimento dos grandes nomes da HQ política no Brasil. Sobre os estereótipos, temos recebido trabalhos com estéticas e temas bem diversos, a maioria está longe do fofinho. Mas também não há restrições contra o fofinho, desde que o trabalho traga uma reflexão crítica sobre a realidade.

Aline Zouvi – A força das mulheres nos quadrinhos políticos brasileiros ainda não é totalmente sentida pelo público (algo que podemos notar pela simples necessidade de criar nossa página), mas com o empenho de pesquisadores e divulgadores de autoras, esperamos que este trabalho (cuja força existe, desde os quadrinhos de Pagu até a atualidade) seja cada vez mais reconhecido.

Dani Marino –  Não acredito que existam estereótipos. Na prática e na convivência com as artistas, o que percebo é que a maioria é extremamente versátil. Como qualquer profissional da área, conseguem trabalhar com diversos temas, ainda que algumas tenham preferência por temas específicos como política, cotidiano, terror…

Quanto à força, mulheres como Mariza, Ciça Pinto e Crau da Ilha, já faziam charges e tiras políticas na mesma época em que os nomes mais conhecidos se destacaram no meio. Porém, nunca tiveram a mesma visibilidade. É importante que tenhamos uma diversidade em todos os tipos de produção artística, pois o olhar sobre a política não é algo homogêneo, compartilhado por todos da mesma forma. Assim, é importante que mulheres falem de política e toquem em assuntos que nem sempre os homens têm a mesma sensibilidade, simplesmente porque alguns assuntos não os dizem respeito, como o que está acontecendo com a PEC sobre criminalização do aborto.

Maíra Colares (Motoca.)

Por que é importante organizar esse conteúdo produzido por mulheres em uma página?

Aline Zouvi –  Tudo se resume à questão da visibilidade: é preciso organizar e reunir cartuns e quadrinhos políticos feitos por mulheres brasileiras para que as pessoas saibam que esta produção existe, e é frequente e em estilos e técnicas variadas. É bem simples.

Dani Marino – Justamente porque ainda é recorrente a ideia de que mulheres não falam de política, achamos necessário fornecer um espaço que reúna essas mulheres, para acabar de vez com a desculpa de que elas não são chamadas a participar de salões de humor ou antologias porque não produzem. A exemplo do que já fazia o Lady’s Comics e o Minas Nerds com as listas de mulheres quadrinistas, agora temos um espaço onde as artistas podem expor seus trabalhos sobre um assunto que muita gente nem sabia que elas produziam.

Carol Ito – O objetivo do Políticas é justamente conhecer os trabalhos das minas que estão produzindo cartuns, charges e tiras políticas e trazer a público, oferecendo um espaço acolhedor. É uma curadoria que serve para que os profissionais da imprensa e do mercado editorial tenham acesso a esses quadrinhos, já que, supostamente, é tão difícil encontrá-los nas redes.

Thaïs Gualberto – Chegou um momento em que as quadrinistas feministas do Brasil perceberam que se sentiam que não há espaço para elas, devem criar seus próprios espaços e o Políticas surgiu com essa proposta, reunir esse conteúdo político que vem sendo produzido, mas que muitas vezes é pouco conhecido, reproduzido. Existe muito conteúdo que merece mais divulgação, exposição e por mais que o Políticas ainda seja uma plataforma pequena, queremos contribuir com a disseminação desses trabalhos.
Outro aspecto que acho importante é o de gerar uma demanda por esse tipo de tema. Muitas mulheres não encontram oportunidades ou não se enxergam trabalhando exclusivamente com quadrinhos – isso também atinge os homens, claro, mas acredito que em um nível menos dramático, já que eles encontram um cenário favorável –, então, acabam se dividindo em inúmeras outras tarefas para sobreviver. Nesse contexto, produzir quadrinhos políticos pode se tornar uma tarefa árdua. Pensamos que oferecer um espaço para publicação é uma forma de incentivo para que as mulheres continuem produzindo quadrinhos sobre política.

Por Carol Ito do Salsicha em conserva.

Boa parte das criadoras da páginas fazem cartuns e quadrinhos políticos. Qual a dificuldade de circular com publicações sobre esse tema por ser mulher?

Dani Marino –  Até então, o que percebemos é que a visibilidade dada a elas e os espaços não eram os mesmos que destinados aos colegas do sexo masculino. Vamos poder avaliar como essa visibilidade muda na medida em que mais pessoas conhecerem o projeto.

Aline Zouvi – Creio que seja a mesma dificuldade com relação a qualquer outro tipo de publicação, científica ou artística, feita por mulheres. Como você disse na primeira pergunta, há este estereótipo da mulher que só faz quadrinho autobiográfico, fofo, sentimental. Toda mulher pode fazer quadrinho autobiográfico, fofo, sentimental se quiser, e podem ser quadrinhos incríveis. Mas já estamos cansadas de bater na tecla de que mulher pode fazer qualquer tipo de quadrinho, inclusive o político. Creio ser mais produtivo mostrar o trabalho de mulheres cartunistas, contribuir com a visibilidade do trabalho delas.

Carol Ito – O Alan Moore tem um texto publicado na revista The Daredevils, de 1982, que traz uma reflexão interessante. Conheci o ensaio lendo a revista argentina Clítoris. Ele traz um depoimento que diz que as mulheres não são incentivadas a serem irreverentes, sarcásticas, engraçadas, padrões associados ao trabalho de um cartunista político. O padrão é incentivar a docilidade, o silêncio, desde a infância. Embora muitas mulheres tenham se dedicado aos quadrinhos políticos, ainda são minoria. Com a desconstrução estrutural do machismo, o que vai influenciar a performance de gênero, talvez possamos pensar em uma situação igualitária.

Thaïs Gualberto – É mais difícil para algumas pessoas aceitar mulheres que se pronunciem com assertividade, que apresentem um pensamento crítico que muitas vezes pode se chocar com o de outras pessoas, principalmente os homens. Como muitos desses trabalhos trazem temáticas feministas, a rejeição acaba aumentando, porque ainda há muito machismo no meio e não é agradável quando catucam o nosso calo, né?

Thaïs Gualberto (Kisuki)

Vocês têm recebidos muitos trabalhos? Pretendem dar outros desdobramentos a esse projeto?

Carol Ito – Já temos trabalhos de 13 artistas diferentes para postar na página. Quando tivermos um volume legal de trabalhos, a ideia é transformar em uma publicação impressa. Talvez em parceria com alguma editora ou auxílio de edital. Estamos recebendo trabalhos incríveis, incluindo de cartunistas importantes como a Mariza Dias Costa.

Thaïs Gualberto – Nesse primeiro momento fizemos alguns convites às quadrinistas que publicam trabalhos no perfil que gostaríamos de ter na página. Agora estamos abertas para receber as obras das autoras que tiverem interesse em contribuir, brasileiras ou não. Mas tudo em português.

Dani Marino – Os trabalhos estão chegando aos poucos e os desdobramentos virão com os resultados que tivermos com a página, mas a ideia é que tenhamos o maior alcance possível e que os trabalhos circulem por diversos meios.

Aline Zouvi – Felizmente há muitas colaborações, e quem ainda não mandou cartuns/tiras políticas pode mandar! Talvez este projeto se desenvolva, mas os planos ainda estão sendo elaborados

Se quiser publicar na página, envie sua charge, cartum ou tira para politicashq@gmail.com.

Acesse a página Políticas no facebook: https://www.facebook.com/politicashq/

 

Thais Linhares (Grimoire) (RJ) Participa do coletivo Revista Vírus, Periquitas Quadrinhos Feministas e como voluntária do DDH – Instituto de Defensores de Direitos Humanos, onde atua na comunicação e educação em direitos humanos. Prêmios recentes como ilustradora: White Ravens 2015 e Jabuti 2016.

 

(este texto faz parte da coletânea Mulheres & Quadrinhos, organizado por Laluña Machadoe Dani Marino, publicado pela editora Script)

Female artists in history: mulheres artistas de todo o mundo reunidas em uma única página

por Roberta AR

O apagamento das obras feitas por mulheres ao longo da história é uma constante, persiste ainda hoje, quando inúmeros portais de todas as áreas simplesmente publicam muito pouco, às vezes nenhuma, ação, descoberta, projeto ou obra de mulheres da atualidade. É por isso que temos tantas páginas, sites, portais dedicados apenas a elas, pois, ou fazemos nós esse registro, ou seremos apagadas de novo. Muitas ações estão sendo feitas para a recuperação da memória histórica dos trabalhos das mulheres também e aqui falamos de um desses projetos, que tem sido um parceiro do Facada faz um tempo (confira na categoria PINTURAS): Female artists in history.

Uma página no facebook que reúne pintoras, ilustradoras, escultoras de todo o mundo em centenas de pastas com descrição detalhada das obras, biografias, de maneira simples e acessível, esse é o trabalho imenso feito por uma única mulher. Christa Zaat, holandesa, autodidata em artes, criou a página Female artists in history  com o objetivo de divulgar o trabalho de artistas que já morreram, como ela mesma diz: “eu quero dar voz às mulheres que não podem mais falar por si mesmas”.

Pedi para Christa Zaat falar um pouquinho para gente sobre o seu trabalho de curadoria e como iniciou o projeto:

“Eu mantenho um blog de arte como Christa Zaat desde 2012. Eu sempre tentei prestar uma atenção extra às mulheres artistas, já que eu tinha curiosidade para saber onde elas estavam na história. O material que encontrei sobre mulheres artistas foi tão avassalador que, em 20 de abril de 2014, iniciei a página de arte Female artists in history. Até agora eu tenho mais de 112.000 seguidores e mais de 2000 álbuns sobre mulheres artistas. Nosso banco de dados, no entanto, é muito maior, com quase 10.000 nomes e 40.000 imagens. Então eu tenho muito mais do que posso postar diariamente. E ainda estou com pouco tempo.

Eu só tenho uma página no Facebook neste momento, mas estou trabalhando em um site nos bastidores. Mas esse ainda não está ativo. É muito trabalhoso fazer isso.

Eu não estou fazendo isso sozinha. Meu parceiro Carel (um homem) é o homem forte e leal nos bastidores. Ele não gosta de estar em evidência, então eu faço todas as coisas do front-end (planejamento, postagem, organização, comunicação), e juntos fazemos a pesquisa.”

É possível ler uma longa entrevista sobre seu trabalho (em inglês) nesse link:

http://nosmokingmedia.com/features/art-herstory-christa-zaat/

Aqui, vou destacar as mulheres brasileiras que encontramos neste imenso banco de dados:

Rosina Becker do Valle

(Rio de Janeiro, 1914 – 2000) foi uma pintora naïf brasileira

rosina

Georgina de Albuquerque

(Taubaté, 4 de fevereiro de 1885 — Rio de Janeiro, 29 de agosto de 1962 ) foi uma pintora, desenhista e professora brasileira.

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Tarsila do Amaral

(Capivari, 1 de setembro de 1886 — São Paulo, 17 de janeiro de 1973) foi uma pintora, desenhista e tradutora brasileira e uma das figuras centrais da pintura e da primeira fase do movimento modernista no Brasil, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.

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Mira Schendel

(Zurique, 7 de junho de 1919 — São Paulo, 24 de julho de 1988) foi uma artista plástica suíça radicada no Brasil, hoje considerada um dos expoentes da arte contemporânea brasileira.

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Angelina Agostini

(Rio de Janeiro, 1888 — Rio de Janeiro, 1973) foi uma pintora, escultora e desenhista brasileira, filha do também pintor e caricaturista Angelo Agostini e da pintora Abigail de Andrade

angelina

Bertha Worms

(Uckange, França, 26 de fevereiro de 1868 – São Paulo, 27 de junho de 1937), foi uma professora e pintora de gênero e de retratos franco-brasileira.

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Mulheres artistas indígenas exaltam suas culturas na contemporaneidade

por Roberta AR

Abril indígena é tempo de reflexão sobre o papel das culturas originárias na nossa sociedade. Mas, culturas originárias e ancestrais não significam passado. As nações que resistem há mais de quinhentos anos de colonização e ocupação desregrada dos territórios brasileiros continuam ativas integrantes da sociedade, presentes nas universidades, nos movimentos populares e na produção cultural. Aqui selecionamos algumas mulheres indígenas das artes contemporâneas, que usam seu saber ancestral no que produzem como artistas visuais.

Espero que esse seja um incentivo para que exaltemos a cultura indígena produzida pelos próprios representantes desses povos e não apenas “artistas inspirados na cultura indígena”, como se fosse uma homenagem ao que não existe mais. Longa vida aos nossos povos originários, sua luta é a nossa!

 

Daiara Tukano

https://www.facebook.com/daiaratukano/

https://www.instagram.com/daiaratukano/

Indigena do povo Tukano, é formada pela Universidade de Brasília, mestranda em Direitos Humanos.  Educadora, militante indígena, feminista, e artista. Grande ativista dos povos indígenas, é correspondente da Rádio Yandê.

Daiara Tukano

 

Daiara Tukano
Daiara Tukano

Arissana Pataxó

http://arissanapataxo.blogspot.com/

Da etnia Pataxó, é graduada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes – UFBA e  mestre em Estudos Étnicos e Africanos-UFBA. Seu trabalho em artes plástica usa de diversas técnicas para retratar a temática indígena no mundo contemporâneo. Ela foi a segunda colocada do prêmio PIPA On-line 2016.

Arissana Pataxó

 

Arissana Pataxó, Sem título, 2009

 

Arissana Pataxó, “Dxahá patxitxá kuyuna”, 2011

 

Carmézia Emiliano

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carmézia_Emiliano

Indígena da etnia Macuxi, é uma importante artista plástica contemporânea, como seu trabalho de Arte Naïf. Seu trabalho retrata o cotidiano indígena em Roraima e, com ele, participou de quatro edições da Bienal Naïfs do Brasil.

Carmézia Emiliano
Obra de Carmézia Emiliano
Carmézia Emiliano

 

Suely Maxakali

https://www.facebook.com/sueli.maxakali

É liderança Tikumũ’ũn (Maxakali) e presidente da Associação Maxakali de Aldeia Verde, MG. Fotógrafa, participou, entre outros projetos, do livro Koxuk Xop Imagem (Beco do Azougue Editorial, 2009), com fotografias das mulheres maxakali sobre os rituais e o cotidiano da Aldeia Verde e de Cantobrilho tikumu’un: no limite do país fértil (2010), projeto de exposição e livro em torno da estética tikumũ’ũn. Faz fotografia still e assistência de direção nos filmes de Isael Maxakali. Também é professora do Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG.

Suely Maxali

Fotografia still e assistência de direção no filme:

 

Duhigó Tukano

https://www.facebook.com/duhigotukano/

Duhigó é artista visual amazonense da etnia Tukano da região do Alto Rio Negro, comunidade Paricachoeira. “Eu pinto o que não existe mais, e isto é muito importante para o meu povo. As máscaras de ritual, os potes que minha avó usava na aldeia e que os Tukano não fazem mais. Também pinto as lembranças da minha infância na aldeia. Elas só existem na minha memória, no meu imaginário. Pinto para não deixar a minha cultura morrer” (extraído de sua página no instituto Dirso Costa)

Duhigó

 

Duhigó, Máscara de Casamento Apurinã, 2013
Duhigó, Merã – Coisa antiga, 2014

 

Kawena

https://www.institutodirsoncosta.com.br/artistas/kawena/

Kawena é filha de pai e mãe kokama. Formou-se em Marchetaria de Quadros na Escola de Artes do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura Amazônicas e é a primeira mulher Kokama artista plástica de marchetaria da Amazônia, trabalho que foi exposto em diversas exposições coletivas.

Kawena

 

Kawena, Opotó Apitú – Cestaria Waiana, 2009
Kawena, Trançado de Peneira Baniwa, 2009

 

Naine Terena

Naine Terena de Jesus é Indígena Terena, do Brasil. É Doutora em Educação pela PUC/SP, mestre em Arte Contemporânea pela UNB/DF e graduada em Comunicação Social – habilitação em radialismo pela UFMT. Dá vida a sua  da Oráculo Comunicação, educação e cultura, onde é empreendedora sociocultural. A Oráculo e a arte militante de Naine Terena, fomentam a formação de pequenas redes de trabalho, envolvendo outras pessoas com sororidade e empatia pela resistência através da memória. https://oraculocomunica.wordpress.com/

Naine Terena

 

Quem roubou essas memórias? 

 

sem nome – dizeres

 

Yxa Py

Yxa Py é o nome guarani de Patrícia Ferreira, da etnia Guarani Mbya. Ela é cineasta, diretora de Desterro Guarani (2011), Tava, a casa de pedra (2012), Bicicletas de Nhanderú (2011). Seu mais recente filme, Teko Haxy – ser imperfeita (2018), dirigido ao lado de Sophia Pinheiro, é um encontro íntimo entre duas mulheres que se filmam. https://www.facebook.com/pg/tekohaxy

Teko Haxy – Trecho 3 Conversa from Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema on Vimeo.

 

 

Mirna Kambeba Omágua – Yetê Anaquiri

https://www.facebook.com/mirna.anaquiri

Artista performer e estudante de artes plásticas, é a primeira estudante indígena a defender o mestrado na Universidade Federal de Goiás (UFG). Com o estudo autobiográfico “Que memórias me atravessam?”, em que discutiu o esvaziamento da cultura indígena no espaço escolar e trabalhou a desconstrução dos estereótipos da imagem dos povos originários, especialmente da mulher indígena, no ensino fundamental. Sua família conseguiu, após dez anos lutando na justiça, colocar o sobrenome indígena em seus documentos.

 

Graci Guarani

https://www.facebook.com/graci.guarani

Da nação Guarani, é comunicadora, cineasta, fotografa, designer e oficineira de audiovisual. E diretora de diversos curtas, entre eles: Terra Nua (2014), Mãos de Barros (2016), Mba’eicha Nhande Rekova’erã (2018). Sua produtora está com projeto para financiamento coletivo para compra de equipamentos, para ajudar clique em https://www.kickante.com.br/campanhas/equipamentos-audiovisual-p-cineastas-indigenas

 

Tempo circular (2018), direção de Graci Guarani

(publicado originalmente no site MinasNerds)

Mais ilustradoras negras, uma nova lista para guardar

por Roberta AR

publicado originalmente no site MinasNerds

Quase um ano depois da primeira lista (clique aqui para conhecê-las), reunimos agora mais ilustradoras negras, agora são mais de cem artistas listadas em dois posts. São trabalhos para todos os gostos, apreciem com carinho.

Amanda Duarte

https://www.facebook.com/colossalnand/

Amanda Duarte

Amanda Grigorio

https://www.behance.net/amandagrigorio

Amanda Grigorio

Ana Melo

https://www.instagram.com/Anafrankm/

Ana Melo

Anna Cláudia Magalhães (ANNA M.O)

https://www.instagram.com/annam.o/
https://www.facebook.com/annam.oilustra/

ANNA M.O

Ateliê Trovoa

Ana Almeida
Ana Clara Tito
Carla Santana
Laís Amaral


https://www.facebook.com/atelietrovoa/

Bárbara Silva

https://www.instagram.com/abarbasilva
https://www.behance.net/abarbarasilva

Bárbara Silva

Blenda Furtado

https://blendafurtado.com/

Blenda Furtado

Brisista

https://www.facebook.com/Brisista/
https://www.instagram.com/brisista/

Brisista

Camila Novaes

https://marromartecampinas.wixsite.com/cultura
https://www.facebook.com/MarromArte/

Camila Novaes

Carlota Moura

https://www.instagram.com/cajumoura/

Carlota Moura

Carolina Fernanda

https://www.instagram.com/carolinafsilvarts/

Carolina Fernanda

ClariLua

https://www.instagram.com/a.clarilua/

ClariLua

Cláudia

https://www.instagram.com/clawdraws_/

Cláudia

Dalila Mendonça

https://www.facebook.com/Inconsistência-546432055396341

Dalila Mendonça

Deise Karem

https://www.instagram.com/Astronaut_karem/

Deise Karem

Denise Silva

https://www.instagram.com/ise_camaleoa/
https://www.facebook.com/denisenhando/

Denise Silva

Dessa Silva (Pessega)

https://www.instagram.com/dessa_pessega/

Pessega

Deyse Neto

https://www.behance.net/derailustra

Deyse Neto

Domitila de Paulo

https://www.instagram.com/domitiladepaulo/

Domitila de Paulo

Duds Saldanha

https://www.behance.net/dudssaldanha

Duds Saldanha

Érika Gonçalves de Lima (Anegadoleite)

https://www.facebook.com/neggadoleite

Anegadoleite

Ernanda Souza

https://linktr.ee/ernanda91

Ernanda Souza

Estreleta

https://www.instagram.com/estreleta/

Estreleta

Gabriela Pires

https://www.behance.net/gbrlpires

Gabriela Pires

Gigi Araujo

https://www.instagram.com/amoricesdagi/

Gigi Araujo

Giulia Gartchia

https://www.instagram.com/gartchia/

Giulia Gartchia

Isabela Santos

https://www.facebook.com/IsabelaSantosArt/

Isabela Santos

Lara Dias

https://laradias.com

Lara Dias

Leta

https://www.facebook.com/negapeta/

Leta

Letícia Carvalho

https://www.instagram.com/leticafe

Letícia Carvalho

Letícia Lubke

https://www.behance.net/leticialubke

Letícia Lubke

Leticia Quintiliano

http://leticiaquintilhano.tumblr.com
https://www.behance.net/leticiaquintilhano

Leticia Quintiliano

Lidia Viber

https://www.facebook.com/lidiaviber/

Lidia Viber

Lila Cruz

https://www.instagram.com/colorlilas/
https://www.facebook.com/quadradaeditora/

Lila Cruz

Lyillo

https://www.facebook.com/Lyillo

Lyillo

Malokêarô

https://www.instagram.com/malokearo/

Malokêarô

Marcela Werneck

https://marcelawerneck.myportfolio.com/
https://www.instagram.com/00cela/

Marcela Werneck

Maria Izabel Nascimento Muller

https://www.facebook.com/mariaizabel.nascimentomuller

Mariana de Matos

https://www.facebook.com/CASADEMARE/

Mariana de Matos

Mariana Ser

https://marianaser.com.br
https://www.facebook.com/marianaserr/

Mariana Ser

Michele Nunes

https://www.instagram.com/michelenunesart/
http://michelenunesart.tumblr.com/
https://www.behance.net/michelenunesart

Michele Nunes

Natália Brito (Pipa Azul)

https://www.facebook.com/pipaazull/

Pipa Azul

Nene Surreal

https://nenesurreal.carbonmade.com/
https://www.instagram.com/surrealnene/

Nene Surreal

Orádia Porciúncula

https://www.facebook.com/Oradia.NCP

Orádia Porciúncula

Raquel Gouvêa

https://www.instagram.com/raquelgjfc/
https://raquelgouvea.format.com/

Raquel Gouvêa

Renata S. Madaleno

https://www.instagram.com/renatasketch/

Renata S, Madaleno

Rosana Paulino

http://www.rosanapaulino.com.br/

Rosana Paulino

Sheila Ayó

https://www.facebook.com/sheylaferro.arts

Sheila Ayó

Sirc Heart

https://www.facebook.com/Sirc-Heart-826224007437073
https://www.instagram.com/sirc_heart/

Sirc Heart

Taise Garcia

https://www.instagram.com/taisegarcia.art/

Taise Garcia

Taynara Cabral

https://www.instagram.com/taycabral/

Taynara Cabral

Thais Cantelmo

https://www.behance.net/thacantelm541e

Thais Cantelmo

Thais Mota

http://thaismoa.tumblr.com/
https://www.instagram.com/thaimoa/

Thais Mota

Vanessa Monteiro

https://www.facebook.com/vanmonteiroarte/

Vanessa Monteiro

Yasmin Oliveira

https://www.instagram.com/ymo.ink/

Yasmin Oliveira

Muitas ilustradoras negras para conhecer e acompanhar

por Roberta AR

Esta é mais uma lista de mulheres artistas que vai ao ar por aqui. Desta vez reunimos ilustradoras negras e seus trabalhos de tirar o fôlego (não estou brincando, são coisas maravilhosas em cada um desses links). Veja, divulgue, siga o trabalho dessas cinquenta minas maravilhosas.

Amanda Daphne

http://elailustra.wixsite.com/amanda-daphne/portfolio

ilustração de Amanda Daphne

 

Ana Cardoso

https://www.facebook.com/anacardosart/
https://www.behance.net/ana_cardoso
https://www.facebook.com/BlackInk.Cursos

ilustração de Ana Cardoso

 

Ana Maria Sena

https://www.facebook.com/namaria.ssp/
https://www.instagram.com/__namaria/

ilustração de Ana Maria Sena

 

Annie Ganzala

https://www.facebook.com/annieganzala/

ilustração de Annie Ganzala

 

Ariane Cor

http://arianecor.net/

ilustação de Ariane Cor

 

Carli Ayô

https://www.instagram.com/carli_ayo/
https://br.pinterest.com/Ayoramos/ilustrações-do-imaginario/

ilustração de Carli Ayô

 

Carolina Fôlego

https://www.facebook.com/folegograffiti/

Grafite de Fôlego

 

Chiquinha Nzenze

https://www.facebook.com/kindumbadaana/

ilustração de Chiquinha

Crica Monteiro

https://www.facebook.com/CricaGraff/

grafite de Crica

Criola

https://www.facebook.com/criolagraff/
https://www.instagram.com/criola___/

pintura de Criola

 

Danielle Akili

https://www.facebook.com/danielleakili/

ilustração de Danielle Akili

 

Day Lima

https://www.instagram.com/dayisis/

ilustrações de Day LIma

 

Deyse Carina

https://www.facebook.com/DeyseCarinaDesenhos/

ilustração de Deyse Carina

 

Dharilya

https://www.facebook.com/Dharilya/

ilustração de Dharilya

 

Dhiovana Barroso (Dhiôw)

https://www.instagram.com/ahhdindi/
https://www.facebook.com/adivinhadindi/

quadrinho de Dhiôw

 

Dika Araújo

https://www.facebook.com/theartofdika/
https://www.artstation.com/dianearaujo

ilustração de Dika Araújo

 

Dorea

https://www.instagram.com/renatadore/
https://www.facebook.com/DOREAAAAAAAAA/

ilustração de Dorea

Flávia Borges

https://www.instagram.com/breezespacegirl/
https://www.behance.net/flaviabsilustra

ilustração de Flávia BorgesFlávia Borges

 

Flávia Carvalho

https://www.facebook.com/faw.atelier/
https://www.instagram.com/fawcarvalho/

ilustração de Flávia Carvalho

 

Gabriela Nolasco

https://www.instagram.com/gabienna/

ilustração de Gabriela Nolasco

 

Ianah

https://www.instagram.com/ianah_/
https://www.ianah.net/

ilustração de Ianah

Inajah Cesar

https://www.behance.net/inahcesar
https://www.instagram.com/inajah/

publicação de Inajah Cesar

 

Janaína Esmeraldo

https://www.instagram.com/cabelonuvem/

quadrinho de Janaína Esmeraldo

Jéssica Góes

https://www.instagram.com/jessicargoes/

ilustração de Jéssica Góes

Kerolayne Kemblin

https://www.facebook.com/kerolaynekk/

ilustração de Kerolayne Kemblin

 

Lhaiza Morena

https://www.facebook.com/lhaizamorena/

ilustração de Lhaiza Morena

 

Libértula

https://www.instagram.com/libertul4/
https://www.facebook.com/libertul4/

ilustração de Libértula

Limão

https://www.facebook.com/limaojpeg

ilustração de Limão

 

Linoca Souza

(já entrevistamos ela por aqui)
https://www.facebook.com/linoca.art/

ilustração de LInoca

 

Lívia Pereira Agabel

https://www.instagram.com/livia_agabel_ilustracoes/

ilsutração de Lívia Pereira Agabel

 

Maria Freitas

https://www.facebook.com/Vespertin0/

ilustração de Maria Freitas

 

Maria Rosa

https://www.facebook.com/mariarosa.art/
http://www.artedemaria.com/

colagem de Maria Rosa

 

Marília Marz

https://www.instagram.com/mariliamarz/

ilustração de Marília Marz

 

Mari Melo

https://mari-melo3.tumblr.com/
https://www.instagram.com/afrolatina_girl_art/

ilustração de Mari Melo

Mayara Smith

https://www.instagram.com/avacapreta/
https://www.facebook.com/MayaraSmithIlustracao

quadrinho de Mayara Smith

 

Michelle Oliveira

https://www.facebook.com/teenagemicha/
http://teenagemicha.tumblr.com/

ilustração de Teenage Micha

Nathália Ferreira

https://www.facebook.com/desbravandoalemmar/
https://www.instagram.com/desbravandoalemmar/

grafite de Nathália Ferreira

 

Nayra

https://www.facebook.com/amazingnayra/
http://nayra-souza.daportfolio.com/

ilustração de Nayra

 

Negahamburguer

https://www.facebook.com/olanegahamburguer/
http://cargocollective.com/olanegahamburguer

ilustração de Negahamburguer

 

Panmela Castro

https://www.facebook.com/panmelacastro/
https://panmelacastro.carbonmade.com/

pintura de Panmela Castro

 

Paula Bonfim

https://www.facebook.com/paulla.bomfim
https://www.facebook.com/paullabomfimloja/

ilustração de Paula Bonfim

 

Penaforte

https://www.instagram.com/penaforte.art/
https://www.facebook.com/nilakpenaforte

ilustração de Penaforte

 

Preta

https://www.instagram.com/preeta_art/

ilustração de Preta

 

Preta Ilustra (Vanessa Ferreira)

https://www.facebook.com/pretailustra/

ilustração de Preta Ilustra

 

Roberta Nunes

https://www.facebook.com/piadasrasas/

ilustração de Roberta Nunes

Salamanda Gonçalves

https://www.facebook.com/MandingasComunicacao/
https://www.instagram.com/asalamanda/

ilustração de Salamanda Gonçalves

 

Silsil do Brasil

https://www.facebook.com/silsil.brasil

ilustração de Silsil do Brasil

 

Silvelena Gomes (Sil)

https://www.instagram.com/ilustrasil/
https://www.facebook.com/ilustrasil/

ilustração de Silvelena Gomes

Valentina Fraiz

http://anemonaestudio.tumblr.com/
https://www.facebook.com/EstudioAnemona/

ilustração de Valentina Fraiz

Yasmin Ferreira

https://www.facebook.com/arteprayaya/
https://www.instagram.com/arteprayaya/

pintura de Yasmin Ferreira

 

(publicado originalmente no site MinasNerds)