por Roberta AR Como no ano passado, não consegui chegar no primeiro dia do Bananada, que teve 42 bandas, metade delas de Goiânia. Muita gente pode pensar que é um exagero ter tanta banda local no evento. Não é. O rock goiano tem deixado sua marca e tem uma cara bem definida. Percebi, durante os … Continue lendo Bananada 2008
Categoria: TEXTO
Felizes Juntos
por Biu* -E pra provar que falo sério vou queimar muito dinheiro em notas de dez, em praça pública. A massa humana deu uma sacolejada, em pouco tempo apareceu alguém com a gasolina, ele tinha fósforos, saiu pra sacar a grana, a multidão o acompanhou. Foi até o banco, sacou, trocou, saiu todo feliz. Apareceu … Continue lendo Felizes Juntos
“Diga que isso não é verdade, Plucky” ou Porque deixar de assistir ao CQC
por André Rafaini Lopes Em um episódio do Tiny Toon Adventures, um ratinho, que tinha verdadeira adoração pelo Plucky Duck (versão mirim do Patolino), descobria que seu herói não era tão perfeito como pensava. Ao testemunhar um acesso de baixeza do ícone, arrasado pelo fim da ilusão, pedia com lágrimas nos olhos: “Diga que não … Continue lendo “Diga que isso não é verdade, Plucky” ou Porque deixar de assistir ao CQC
Machado na tela grande
por Roberta AR Fundador da Academia Brasileira de Letras tem sido grande fonte de inspiração para o cinema brasileiro Esse ano é o centenário da morte de Machado de Assis. Reconhecido como o mais importante expoente do realismo brasileiro, talvez de toda a literatura brasileira, que tem no seu legado a fundação da Academia Brasileira … Continue lendo Machado na tela grande
A Carteira
por Machado de Assis* ... De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo: — Olhe, se não dá por ela; perdia-a de … Continue lendo A Carteira
No matem el toro! Matem el toreador! (Notas de uma brasiliense lisboeta)
por Flávia Diab* Lisboa é mesmo uma cidade para se descobrir a todos os minutos de todos os dias. Uma nova rua com um prédio muito estranho, placas escondidas, jardins por de trás dos muros... uma portinha se abre e um grande pátio com coisas incríveis está ali e você nunca soube. Brechós, tascas, becos, … Continue lendo No matem el toro! Matem el toreador! (Notas de uma brasiliense lisboeta)
Resenha – Pessoas que usam bonés-com-hélice
por André Rafaini Lopes Dizem por aí que todos temos um preço. O meu atende pelo nome de Pessoas que usam bonés-com-hélice (às vezes muda para a coleção completa de tiras do Calvin ou o Playstation 3, assumo). De modos que fiquei um par de minutos acariciando o livro de José Carlos Fernandes (Editora Asa, … Continue lendo Resenha – Pessoas que usam bonés-com-hélice
Diário mínimo de viagem curta
por Biu* parte 1 Era uma noite fria quando cheguei ao Hotel Velho Mundo. Um labirinto barroco. Suas tábuas rangem a história de três civilizações. No céu a velha lua cheia eclipsou. Não há ascensorista, tampouco elevador. Eu arrastei a velha mala que foi de meu avô e depois de minha mãe por seus batentes … Continue lendo Diário mínimo de viagem curta
Brucutumia 2008 – Secando o Atlântico
por Roberta AR Encontros de Arte Urbana Luso- Brasileira diminuíram a distância entre Brasil e Portugal com parcerias e propostas de trabalho conjunto Fiquei entre fazer um relato cronológico ou um emocional do que aconteceu em Lisboa entre os dias 20 e 24 de fevereiro, período de realização da primeira edição do Brucutumia, evento que … Continue lendo Brucutumia 2008 – Secando o Atlântico
Nunca é mesmo o seu dia
por Charles Bundowski Quando J. Abelardo meteu a chave tetra na fechadura mole da porta, naquela noite de quarta-feira, mal sabia ele que sua mulher, Maria Lambreta, rolava nos lençóis de algodão - furados de bitucas - com seu patrão, Inácio Pintomole, e o jantar jazia frio e azedo dentro do forno. Tendo sido sumariamente … Continue lendo Nunca é mesmo o seu dia
Sushis Mortos
por Jamile Vasconcelos* (relato de um sonho) Andava juntamente com alguns amigos e familiares por uma longa e escura estrada. Com curvas suntuosas, cercado de matas por um lado e banhado pelo mar pelo outro, o caminho não nos levavam especificamente há algum lugar. Éramos conduzidos por um negrinho nu, todo sujo de barro, que … Continue lendo Sushis Mortos
A gaivota cega (parte 6)
Raul Córdula* Humberto Magno chegou. Estacionou seu Fusca e se encaminhou para nós. - Este é Aristides – apresentei – estamos falando sobre pintura, você perdeu o melhor do papo. - Olá Aristides! É pintor também? - Sou, respondeu. - Quero voltar à nossa conversa Humberto, aos poucos você vai se entrosando. Eu ainda coloquei … Continue lendo A gaivota cega (parte 6)
A gaivota cega (parte 5)
Raul Córdula* Comecei perguntando se as cores tinham significado para ele, e ele me disse de cara, “na lata”: - Claro, o vermelho é como o grito do pavão! Senti que aquela conversa ia ser longa e excitante. Para não pegar pesado pensei em descrever um quadro muito simples, de uma fase minimalista onde eu … Continue lendo A gaivota cega (parte 5)