Quinze anos de Facada X

por Roberta AR Criado como um espaço livre para publicar, por mim e pelo André, o Facada sempre esteve aberto aos nossos amigos e a pessoas que se aproximaram para trocas interessantes. Começamos um ano depois do lançamento do orkut, que ainda era fechado apenas para convidados,  então muito do que foi postado no início … Continue lendo Quinze anos de Facada X

A gaivota cega (parte 6)

Raul Córdula* Humberto Magno chegou. Estacionou seu Fusca e se encaminhou para nós. - Este é Aristides – apresentei – estamos falando sobre pintura, você perdeu o melhor do papo. - Olá Aristides! É pintor também? - Sou, respondeu. - Quero voltar à nossa conversa Humberto, aos poucos você vai se entrosando. Eu ainda coloquei … Continue lendo A gaivota cega (parte 6)

A gaivota cega (parte 5)

Raul Córdula* Comecei perguntando se as cores tinham significado para ele, e ele me disse de cara, “na lata”: - Claro, o vermelho é como o grito do pavão! Senti que aquela conversa ia ser longa e excitante. Para não pegar pesado pensei em descrever um quadro muito simples, de uma fase minimalista onde eu … Continue lendo A gaivota cega (parte 5)

A gaivota cega (parte 4)

por Raul Córdula* A familiaridade com o momento era paraminésica, sentia-me fisgado no tempo, sintonizado com vários tempos de minha vida, preso num episódio que queria se definir como um capitular do início de um texto, uma etapa, uma data, ou uma vinheta de final de capítulo. Fui até o cego e perguntei: - Quem … Continue lendo A gaivota cega (parte 4)

A gaivota cega (parte 3)

por Raul Córdula* Um bate-boca educado, mas severo, fez o guarda tirar a multa da zona azul que Betânia tinha levado. Em volta da Praça do Arsenal existe como que um mercado de multas de trânsito provocado pela excelência burguesa que lá freqüenta. Com os óculos no nariz Betânia foi dizendo: - Ainda bem que … Continue lendo A gaivota cega (parte 3)

A gaivota cega (parte 2)

por Raul Córdula* De repente um alemão maluco, dono de uma cervejaria na Bom Jesus, soltou um morteiro de três tiros. Uma revoada de pombos cobriu o céu revoando em Pollock, os pardais dispararam de várias direções, cruzando-se em mondriânicas linhas retas e as gaivotas fugiram em suaves curvas, como um quadro de Matisse da … Continue lendo A gaivota cega (parte 2)

A gaivota cega (parte 1)

por Raul Córdula* Tenho visto gaivotas. Outro dia em Olinda, na curva da Praça do Carmo, avistei um bando delas voando para o norte. Estranho! As gaivotas são de outras praias, os pássaros daqui são pernaltas: lavadeiras, maçaricos; gaivotas são de longe. Mas tenho visto algumas perdidas por aqui. Noite dessas, na Rua do Bonfim, … Continue lendo A gaivota cega (parte 1)